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sábado, 23 de janeiro de 2010

LIÇÃO 13: A VOLTA DE JESUS

I. INTRODUÇÃO

Se alguém lhe fizesse algumas perguntas concernentes a volta de Cristo, o que você responderia? Saberia responder com convicção? Em que basearia sua resposta? Você já examinou as Escrituras a respeito desse importante tema? O que diz a Bíblia sobre o retorno de Jesus? A volta de Cristo é ensinada de maneira clara, definida e inequívoca na Palavra de Deus. Se você estudar a Bíblia minuciosamente, descobrirá que, depois da doutrina da expiação, mediante o sangue de Cristo, não há verdade tão proeminente como a referente à Segunda vinda de Cristo.

O próprio Jesus falou diversas vezes que retornaria a este mundo. Até os anjos deixaram sua mensagem sobre esse grandioso evento. Veja o que eles disseram no momento da ascensão de Cristo: “Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o viste ir” (Atos 1.11) O Espírito Santo através dos tempos tem vivificado esta verdade nos corações de todos os crentes em todas as épocas e lugares. Leia Jo 14.1-3, At 1,1-11, ITm 4.1, Jo 16.13.

II. A CERTEZA DA VOLTA DE CRISTO

A Bíblia relaciona a ressurreição dos mortos com a Segunda vinda de Cristo. O apóstolo Paulo escreveu: “Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (ITs 4.13-14; 16-17). Esta certeza baseia-se nas seguintes razões:

1. Jesus mesmo afirmou que voltará. Jesus prometeu voltar ao mundo para consumar sua obra. Ele disse aos discípulos “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também” (Jo 14.1-3). Esta promessa foi repetida várias vezes, de várias maneiras.

2. Os anjos afirmaram que Ele voltará. Como já foi dito, no momento da ascensão de Jesus, estando os discípulos “E, estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto Jesus subia, eis que dois varões vestidos de branco se puseram ao lado deles e lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para as alturas? Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir. (Atos 1.10-11).

3. O testemunho da Palavra de Deus afirma que Ele voltará. Só no AT existe cerca de 1527 referências à Segunda Vinda de Cristo. No NT, esse mesmo evento é mencionada por 319 vezes. Para cada vez que a primeira vinda de Cristo é mencionada, a Segunda é referida 8 vezes. Capítulos inteiros, como Mt 24, Lc 21 e Mc 13, foram dedicados ao ensino do segundo advento; e livros inteiros, como I e II Ts, foram escritos, quase que especificamente, para tratar desse assunto.

4. O testemunho da Ceia do Senhor afirma que Ele voltará. A cada vez que o cristão se assenta à nessa do Senhor, está proclamando a sua fé na volta de Jesus. O Senhor mesmo disse: “... fazei isso em memória de mim...” (Lc 22.19). O apóstolo Paulo acrescenta as seguintes palavras: “Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha” (ICo 11.26). A igreja haverá de celebrar a Ceia do Senhor para sempre? Não. Haverá de celebra-la enquanto Cristo não vier; e assim que Ele retornar, nunca mais a igreja terá de celebrar a Ceia memorial, porquanto é somente “até que ele venha”. Após isso, não teremos mais de nos lembrarmos d’Ele, porquanto Ele estará conosco para sempre.

5. Os sinais do fim dos tempos atestam que Jesus voltará. Os sinais que ora se cumprem segundo as profecias, atestam que o principal dos grandes acontecimentos do fim dos tempos, está às portas, isto quer dizer que Jesus vem em muito breve.

Quais são estes sinais? Eles estão descritos em Mt 24.3-12. A Palavra de Deus diz que no final dos tempos haveriam falsos Cristo, guerras, rumores de guerras, fome, pestes, terremotos, perseguição, falsos profetas, multiplicação da iniqüidade, frieza espiritual, etc.

II. DE QUE MANEIRA JESUS VOLTARÁ

A sua volta será em duas fases distintas. Em primeiro lugar virá buscar sua noiva, isto é, abruptamente, “num momento, num abrir e fechar de olhos”, levará os que se acharem preparados para a sua vinda. Esta fase refere-se ao “arrebatamento da igreja. Leia I Co 15.52; I Ts 4.17.

A segunda fase diz respeito à revelação de Cristo em glória, ocasião em que nosso Salvador descerá no Monte das Oliveiras (Zc 14.4). Nesta etapa Jesus voltará com a igreja a fim de restaurar o povo de Israel e erguer seu Reino de paz sobre a Terra. Leia I Ts 4 e 5; II Ts 2.

III. QUANDO SE DARÁ A SEGUNDA VINDA DE CRISTO

  1. Ninguém sabe. Jesus virá como vem o ladrão, e ninguém pode prever o momento de um assalto (I Ts 5.2; Mt 24.43-44). Ele próprio afirmou que nem os anjos sabem o dia e a hora, mas apenas o Pai: “Mas, daquele Dia e hora, ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai. Olhai, vigiai e orai, porque não sabeis quando chegará o tempo” (Mc 13.32-33). Por isso deixou a seguinte recomendação: “Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor” (Mt 24.42).
  2. Jesus buscará a sua igreja antes que venha a “Grande Tribulação”. Os crentes hoje passam por muitas tribulações, porém, a “grande tribulação”, descrita em Mt 24.21-19, somente irromperá após o arrebatamento da igreja. Portanto, os salvos, não passarão pela grande tribulação. “Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós, para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos juntamente com ele” (I Ts 5.9-10). Leia também Ap 3.10.

IV. A VOLTA DE CRISTO CONSTITUI ESPERANÇA E CONSOLO PARA O CRENTE

1. A bendita esperança. O olhar do crente fiel deve percorrer os céus, “aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo” (Tt 2.13). Anelamos e esperamos o Filho de Deus que virá desde os céus: “assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação” (Hb 9.28).

2. Consolo para o crente. A volta do Senhor Jesus também é motivo de consolo para todos os crentes. Veja o que o apóstolo Paulo escreveu aos tessalonicenses, ao concluir sua mensagem sobre o segundo advento de Cristo: “Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras” (I Ts 4.18). Morte, separação, martírio, sacrifício, perseguição e qualquer outra coisa que aflija o crente, perdem o seu poder e se tornam menos terrível por causa da esperança consoladora da vinda do Senhor Jesus.

BIBLIOGRAFIA:

Apostila das doutrinas essências da Fé Cristã, 2ª Edição 08 de Outubro de 2007, montada pelo site Teologia Calvinista, disponível em www.teologiacalvinista.v10.com.br. Acesso em agosto de 2009.

ANDRADE, Claudionor de. Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, CPAD, 2004.

_____________________. Teologia Sistemática Pentecostal. 1º ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

BERKHOF, Louis Teologia Sistemática, Editora Cultura Cristã.

COUTO, Geremias do, ANDRADE, Claudionor de, Bíblia de Estudo de Pentecostal, CPAD, 2006.

GRENZ, Stanley J., David Guretzki, Cherith Fee Nordling. Dicionário de Teologia. 2° ed. São Paulo Editora Vida, 2001.

GRUDEM, Wayne A. Teologia Sistemática. São Paulo: Vida Nova, 1999.

KENNEDY, D. James, Por que creio, 7°edição – JUERP, Rio de Janeiro -Trad. Joélcio Rodrigues Barreto. 2002.

SHEDD, Russell P. O Novo Comentário da Bíblia. 3º ed. São Paulo, Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 1995.

WARREN, Rick. Uma Vida com Propósitos: Você não está aqui por acaso. Título original: The purpose-driven life. Tradução de James Monteiro dos Reis :Editora Vida, 2003.

Revistas Discipulado - Mestre 1 e 2, CPAD, Rio de Janeiro.

http://www.estudosdabiblia.net/index.htm . Acesso em: agosto de 2009.

http://www.vivos.com.br/20.htm. Acesso em: agosto de 2009.

LIÇÃO 12: VENCENDO A TENTAÇÃO

I. INTRODUÇÃO:

Por intermédio da tentação, o pecado entrou no mundo. Ela não procede de Deus, mas é permitida por Ele, até o ponto que você pode suportar, para provar o seu grau de obediência a sua Palavra. Veja o que nos diz Tiago 1.12: “Bem-aventurado o varão que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam”.

Deus continuamente testa as pessoas quanto ao caráter, fé, obediência, amor, honestidade e lealdade. Palavras como “provações”, “tentações”, “refinar” e “testar” ocorrem mais de duzentas vezes na Bíblia. Deus provou Abraão ao pedir-lhe que oferecesse seu filho Isaque. Deus provou Jacó, quando ele teve de trabalhar outros tantos anos para obter Raquel como esposa. Adão e Eva foram reprovados no teste do jardim do Éden, e Davi o foi em testes dados por Deus em diversas ocasiões. Mas a Bíblia também nos dá muitos exemplos de pessoas que passaram em grandes testes, tais como José, Rute, Ester e Daniel.

Os testes, as provações e tentações tanto desenvolvem quanto manifestam o caráter de alguém, e toda a vida é um teste. Você está sempre sendo testado. Deus constantemente observa sua reação às pessoas, problemas, sucesso, conflitos, enfermidades, decepções e até mesmo em relação ao clima! Ele até observa a mais simples ação, como quando você abre uma porta para alguém, pega o lixo que foi largado no chão ou quando é educado com um balconista ou uma garçonete. Não conhecemos todos os testes que Deus vai aplicar, mas podemos prever alguns deles, baseados na Bíblia. Você será testado por grandes mudanças, promessas retardadas, problemas impossíveis, orações não respondidas, críticas imerecidas e até mesmo tragédias sem sentido. Com o tempo e experiência, percebemos que Deus testa nossa fé por meio de problemas, esperança, pelo modo como lidamos com nossas posses e nossos amores, por meio das pessoas, etc. Um teste muito importante é verificar qual a sua atitude quando você não consegue sentir a presença de Deus em sua vida. Às vezes Deus se retira intencionalmente, e não sentimos mais sua proximidade. Um rei chamado Ezequias experimentou esse teste. A Bíblia diz: “... Deus o deixou, para prová-lo e para saber tudo o que havia em seu coração” (II Cr 32.31). Ezequias desfrutava da companhia íntima de Deus, mas em um momento crucial de sua vida Deus deixou-o só para testar o seu caráter, revelar uma fraqueza e prepará-lo para uma responsabilidade maior.

II. TENTAÇÃO:

Mas, afinal de contas, o que é tentação? São pensamentos que invadem a mente humana e tentam seduzi-la para a prática do mal, que contraria a vontade de Deus. É, portanto, de procedência maligna, entretanto, não se constitui pecado se não for consumada. Às vezes, as tentações surgem como algo vantajoso, tal qual uma oportunidade que não pode ser esperdiçada nesse momento você deve examiná-la e constatar que se ceder àquela vontade, você será prejudicado de alguma forma. Por isso Jesus recomendou: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação...” (Mt 26.42).

O próprio Filho de Deus foi o mais tentado de todos os homens, entretanto, venceu todas elas, porque sempre viveu em jejum e oração. Após ser batizado nas águas, Jesus foi conduzido ao deserto para um período de preparação antes de iniciar seu ministério. Depois de 40 dias sem alimento, o diabo apareceu e lhe propôs que transformasse algumas pedras em pães, Jesus respondeu: “Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4.4). Por mais duas vezes o inimigo empenhou-se para que Cristo cedesse às tentações propostas, mas não conseguiu. Da mesma forma, se nos mantivermos vigilantes e em oração estaremos preparados para vencer todas as investidas do nosso inimigo.

III. OS AGENTES DA TENTAÇÃO

Agentes da tentação são os meios pelos quais o cristão é seduzido, levado a pecar contra Deus. Eles atuam como uma força ativa, que tenta lhe afastar de Deus pela prática do pecado. Por seu intermédio, os crentes aprendem a ser pacientes, caso não permitam que estes poderes o dominem. Mas, Jesus nos garante a vitória porque Ele sempre foi vencedor, e nos afirmou: “Tende bom ânimo, eu venci o mundo” (Jo 16.33). Assim, os principais agentes da tentação são:

1º. O diabo“... Assim diz o SENHOR Deus: Tu és o sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura. Estavas no Éden, jardim de Deus; de todas as pedras preciosas te cobrias: o sárdio, o topázio, o diamante, o berilo, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo e a esmeralda; de ouro se te fizeram os engastes e os ornamentos; no dia em que foste criado, foram eles preparados. Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniqüidade em ti. Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei, profanado, fora do monte de Deus e te farei perecer, ó querubim da guarda, em meio ao brilho das pedras. Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; lancei-te por terra, diante dos reis te pus, para que te contemplem. Pela multidão das tuas iniqüidades, pela injustiça do teu comércio, profanaste os teus santuários; eu, pois, fiz sair do meio de ti um fogo, que te consumiu, e te reduzi a cinzas sobre a terra, aos olhos de todos os que te contemplam. Todos os que te conhecem entre os povos estão espantados de ti; vens a ser objeto de espanto e jamais subsistirás” (Ez 28.12-19).

Lúcifer era o ser celestial de maior projeção entre os anjos criados por Deus. Desejoso de se tornar igual ao seu Criador, formou um bem equipado exército angelical e marchou contra o Todo-Poderoso. Derrotado, foi destituído de sua beleza e, de anjo de luz (significado de seu nome) transformou-se em príncipe das trevas, e foi expulso da presença de seu Criador. Indignado, declarou-se o maior inimigo de Deus e passou a ser chamado de Satanás, que significa “adversário”.

Consumido pela inveja, o diabo arquitetou um plano para derrubar o homem, um ser criado à imagem e semelhança de Deus. Para tanto usou um dos animais que habitavam o Jardim do Éden, a serpente, e através da tentação, conduziu Adão e Eva ao pecado e, consequentemente, à condenação eterna.

O diabo atua sorrateiramente, de maneira que nem percebemos ser ele o mentor de muitas tentações com as quais nos deparamos, no entanto, a vitória sobre o pecado já nos foi garantida na Cruz: “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; resisti-lhe firmes na fé ... Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar (I Pe 5.8 e 10)

2º O mundo – O apóstolo João escreveu o seguinte: “Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno” (I Jo 5.19). Isso significa que o diabo ao ser expulso do Céu, estabeleceu-se aqui e comanda as ações dos demônios entre os homens. Então, a fertilidade da mente humana, irrigada pela maldade satânica, tem criado o que chamamos de mundanismo, os quais conduzem a humanidade à perdição.

Com a queda do homem, através da tentação, sua natureza ficou sujeita ao pecado, por isso o ser humano não é capaz de, sozinho, vencer as tentações que o atacam, à semelhança de um vírus, um parasita, que se prolifera rapidamente quando encontra o hospedeiro ideal. A tendência para o pecado está impregnada em nossa natureza. Apenas, mediante o sepultamento do velho homem, ou seja, o novo nascimento é que conseguimos vencer essa natureza decaída. Assim, as forças do pecado que nos prendiam não tem mais domínio sobre nós pois Jesus comprou nossa liberdade com seu próprio sangue.

3º A carne – A sensualidade manifesta-se através da carne. Ela declara guerra ao espírito que deseja agradar a Deus, e quase sempre vence. Só conseguimos vence-la através da mortificação exercitada através do jejum, oração e vigilância. Se a carne não estiver subjugada, ou seja, submissa ao espírito, por meio do jejum e oração, o crente jamais vencerá as tentações, pois ela, a carne, atua como o veículo que leva o crente à prática do pecado. Segundo Gálatas 5:19-21 as obras da carne são: “ ...prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus”.

IV. COMO VENCEMOS AS TENTAÇÕES?

1º Resistindo. Sabemos que o diabo é o mentor da primeira tentação, ocasião em que os nossos primeiros pais acreditaram nas palavras da serpente e foram separados de Deus. Hoje, contamos com a ajuda o Espírito Santo, que nos reveste de poder e autoridade para resistirmos às astutas ciladas do inimigo. Tiago 4.7 e 8 diz: “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros...” Somente estando sujeito à vontade de Deus é que conseguimos vencer o inimigo. Esta vitória é alcançada por meio da oração, leitura da Palavra, e estreita comunhão com Deus.

2º Fugindo. Há um ditado popular que diz: “Mente vazia oficina do diabo”. E isso, sem dúvida, é verdade, tanto o é que o apóstolo Paulo em sua carta aos filipenses diz: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fp 4.8). Por isso estejamos sempre ocupados na realização de alguma coisa boa para que o diabo não se aproveite da situação e nos induza à tentação. Não é covardia nos mantermos longe da tentação, pelo contrário, a Bíblia nos ensina que devemos nos manter afastados das tentações (Ef 4.27) para não corrermos o risco de cair.

3º Reavaliando-se. A cada dia que se passa devemos fazer um introspecção para constatarmos qual o grau do nosso crescimento. Se algo nos impede de sermos mais santos hoje do que fomos ontem, é o momento propício de mudarmos de atitude, a fim de que a nossa santificação seja uma constante até o fim de nossa caminhada aqui. A Bíblia nos recomenda em Apocalipse 22.11: “Quem é santo, seja santificado ainda”.

CONCLUSÃO:

Uma vez que tenha compreendido que a vida é um teste, você percebe que nada é insignificante na vida. Mesmo o menor incidente é relevante para o desenvolvimento de seu caráter. Cada dia é importante, e cada segundo é uma oportunidade de crescimento para aprofundar o caráter e demonstrar amor ou dependência de Deus. Alguns testes parecem esmagadores, enquanto outros você nem percebe. Mas todos têm implicações eternas. A boa notícia é que Deus quer que você passe nos testes da vida, então ele jamais permitirá que você enfrente testes maiores que a graça que ele lhe concede para lidar com eles. A Bíblia diz: “... mas Deus cumpre a sua promessa e não deixará que vocês sofram tentações que vocês não têm forças para suportar” (I Co 10.13). Toda vez que você passa em um teste, Deus toma conhecimento e faz planos para recompensá-lo na eternidade. Tiago diz: “Felizes são aqueles que perseveram quando são testados. Depois de serem aprovados, eles receberão a coroa da vida que Deus prometeu aos que o amam” (Tg 1.12).

Não podemos nos esquecer que o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado. Se, porventura, a tentação conseguir te vencer e você pecar, não precisa entrar em desespero. Confesse sua falta a Jesus, peça-lhe perdão, e amadureça, para que na próxima vez que a tentação se apresentar a você, possa estar firme ao ponto de vencê-la. Não se esqueça que a tentação só se caracteriza em pecado quando você cede à sua vontade. Por isso, é conveniente sempre fugir de pessoas, objetos, lugares e/ou situações que o conduzam ao pecado.

sábado, 19 de setembro de 2009

LIÇÃO 11: VIDA DEVOCIONAL

I. INTRODUÇÃO

Conhecer, amar e obedecer a Deus promovem a verdadeira comunhão do homem com o Senhor. E a vida devocional é o veículo que conduz a esse estado especial. O que um passeio com a família, seu cotidiano no trabalho, suas atividades com os amigos e na igreja têm a ver com a sua vida devocional? Tudo! Muitos crentes pensam que cultivar uma vida devocional significa apenas "separar tempo para Deus". Alguns até criam rituais em busca de um “clima propício” à devoção. Nessa lição você vai entender, entre outras coisas, que não é possível “separar” tempo para Deus.

Pare e pense: Ele é o dono de tudo o que há no universo, é o Pai e Criador de toda a humanidade e também o Salvador e o dono da sua vida, comprada com o sangue de Jesus. Portanto, tudo o que você tem, todo o seu tempo pertence a Ele.

Ao manter uma vida devocional plena, você simplesmente estará empregando o tempo da forma que Ele deseja. E não tardará a colher os frutos da intensa comunhão com Deus. Pois vida devocional é isso: relacionamento íntimo com o Pai. Isso é o que Ele mais deseja, desde aquele dia, lá em Gênesis, quando perguntou: "Onde está Adão?". Sua pergunta ecoa até hoje. Você, está pronto para responder?

II. ENTENDENDO O QUE É DEVOÇÃO

Devocional não é apenas um momento que reservamos durante o dia para orar e ler a Bíblia, nem mesmo aquele antes de uma programação da igreja, durante o qual você se ajoelha e ora. Ter uma vida de devoção a Deus vai muito além disso. Devoção a Deus é relacionamento com Deus.

Deus é um ser pessoal, ou seja, Ele se relaciona com o ser humano. Veja a narrativa de Gênesis 2 e 3, quando Deus ia ao encontro de Adão e Eva para estar com eles. Essa passagem indica que o Senhor tinha um relacionamento com o homem, que foi destruído pelo pecado.

Quando Deus criou Adão e Eva, não havia necessidade de sacrifícios, adoração, comunhão, orações, pastores, leis, mandamentos, regras, profetas, altares, etc., porque havia um perfeito estado de graça, havia relacionamento. A comunhão do homem com Deus era direta. Mas, quando Adão e Eva pecaram, foram expulsos do Éden e perderam a comunhão com Deus. E, por isso, há a necessidade de que você busque e invoque o Senhor, para que Ele se faça presente dentro da sua vida. Há necessidade de devoção e comunhão pessoal com Deus.

E como se consegue um bom relacionamento com alguém? Investindo tempo, conversando, desfrutando da presença dessa pessoa, sentindo prazer na sua companhia. O crescimento espiritual está intrinsecamente ligado à proximidade com Deus. O pastor Amaury Bertoqui, líder da Assembléia de Deus em Cachoeiro de Itapemirim, complementa: "Vida devocional fala da prática de princípios cristãos. Fala de não vivermos uma religiosidade de fim de semana, mas sim da aplicação, no nosso viver diário, daquilo que professamos". Assim, quanto mais perto de Deus estou, mais vida eu tenho.

III. OS PASSOS FUNDAMENTAIS

Devocional não é exatamente um ritual religioso, que depende de local ou elementos adequados para se realizar. É uma atitude espiritual, que pode acontecer enquanto dirigimos, trabalhamos, estudamos, quando estamos em família, com amigos, etc., pois já diz a Bíblia: “Orai sem cessar” (ITs 5.17). Mas, é necessário que em meio à correria em que vivemos exista um momento que seja só nosso e de Deus, e que sejamos disciplinados o bastante para não permitir interrupções. O conhecimento aprofundado de Deus traz crescimento espiritual, a busca pelo Senhor é fator determinante para o progresso do cristão. Jejum, oração e meditação na Palavra são alguns elementos que não podem faltar na vida devocional.

Os crentes que lamentam a falta de tempo para cultivar adequadamente uma vida devocional têm um conceito equivocado, encaram o devocional como sendo algo externo e não interno. Não é o que eu faço, simplesmente, mas sim o que eu sou. Se pensarmos que nas nossas atitudes, nas nossas palavras, nos mínimos detalhes do nosso dia-a-dia nós podemos adorar a Deus, então estaremos tendo uma vida devocional, pois estaremos perto Dele, em um relacionamento com Ele. Minha vida devocional é adequada quando trabalho com prazer e alegria, testemunhando de Jesus; quando estudo não apenas para crescer ou não ser reprovado em alguma prova, ou etapa; quando realizo as minhas tarefas, qualquer que seja, de acordo com o que a Bíblia ensina, tenho que fazê-lo como se fosse para o próprio Jesus (I Co 10.31; Cl 3.17).

E a Bíblia alerta que quando o crente se mantém firme em sua vida devocional, os conflitos com o mundo certamente aparecerão. Aliás, se esses conflitos não surgirem, há algo de errado. Jesus mesmo disse: “Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia.Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: não é o servo maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa” (Jo 15.18-20).

Mas, em contrapartida, lembra que os frutos de uma vida devocional adequada são abundantes e extraordinários: Primeiramente, recebemos o dom do Espírito (o presente que recebemos pela graça de Deus, que é o próprio Jesus; leia João 1.12); depois, passamos a viver buscando uma plenitude no Espírito (ou santificação; leia Romanos 5.1-21); aí então passamos a evidenciar o fruto do Espírito (amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio; leia Gálatas 5.22,23); daí, estamos prontos a utilizar os dons do Espírito - as capacitações que Deus dá a quem quer, da forma que quer, para suprir as necessidades de sua Igreja (leia I Coríntios 12.1-31; 14.1-40).

O profeta Oséias lança um sério desafio: “Conheçamos e prossigamos em conhecer o SENHOR: como a alva, será a sua saída; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (Os 6:3). E você: está pronto?

IV. CONCLUSÃO:

No NT a palavra comunhão significa ter um relacionamento contínuo. Comunhão pode referir-se à relação que você tem com a pessoa de Jesus, e também seu relacionamento com outros cristãos. Um aspecto muito importante para desenvolver um relacionamento com Deus é a oração. A oração é comunicação, é diálogo, é compartilhar com Deus aquilo que acontece com você. Em suas orações tente ser natural em sua conversa com o Senhor. Deus não quer ouvir frases decoradas, nem palavras complicadas, Ele deseja ouvir aquilo que sai de dentro do seu coração. Jesus nos deu algumas idéias sobre oração (Mt 6:9-13). A oração deve ser iniciada com um clamor a Deus, você irá chamar por Ele, por sua graça e misericórdia. Em seguida vem os assuntos: confissão de pecados, adoração, agradecimento, intercessão e petição. A oração do cristão é sempre feita em nome de Jesus (Jo 16:24; 14:13). Quando orar fale a Deus sobre seus problemas, suas dificuldades, seus erros, peça perdão a Deus sempre que você fizer algo errado e tenha certeza de receber esse perdão (I Jo 2:1-2). Ore por outras pessoas (Tg 5:16), isso se chama intercessão, peça a Deus que abençoe aqueles que estão a sua volta, aquelas pessoas que você sabe que estão passando por dificuldades.

Leia a Bíblia. O Novo Testamento é o coração da mensagem de Deus e é o lugar ideal para você começar seu estudo. Comece pelos evangelhos e depois leia Atos e Romanos, para ter um conhecimento básico da mensagem cristã. Não pare, continue lendo os demais livros da Bíblia na ordem que você preferir. Quando estiver lendo, faça a si mesmo estas perguntas: O que esta passagem está me dizendo? Qual é a idéia principal apresentada? Como posso aplicar essa passagem em minha vida para que ela se torne mais significativa? Tente não ler apenas passagens isoladas, faça o compromisso com Deus de ler pelos menos 1 capítulo por dia, e no dia seguinte leia o próximo capítulo e assim por diante até terminar um livro.

Não se esqueça de praticar a comunhão, ou seja, desenvolver um relacionamento de amizade com outros cristãos, para que isso ocorra, freqüente a igreja, participe dos cultos...

Você poderá medir a qualidade de sua comunhão com Cristo pelos momentos que você dedica à oração e ao estudo da Bíblia. Separe a cada dia um tempo para que possa crescer em sua comunhão com Cristo, escolha um lugar no qual você poderá estar a sós com o Senhor, para poder falar com Ele, através da oração e ouvir Ele falar com você, através da Bíblia. Faça desse momento o período mais importante de seu dia. Com o passar do tempo você irá sentir que aquele tempo que costumava separar se tornará insuficiente e logo sentirá necessidade de passar mais tempo na presença d’Ele.

V. COMO DEVO ORAR?

  • Invoque ao Senhor, chame por Ele;
  • Louve-o, adore-o, agradeça-o por tudo o que Ele já fez por você;
  • Confesse seus pecados, seus erros, fragilidades, limitações, medos, inseguranças;
  • Reconheça que você é dependente dele, e que tudo que possui pertence a Ele;
  • Esqueça-se das aparências. Deus conhece cada um dos seus pensamentos, por isso, quando estiver diante dele em oração não tente ser alguém que você não é, seja autêntico, claro, específico, diga a Deus as coisas como elas realmente são;
  • Exponha ao Senhor quais são suas reais necessidades, abra o seu coração, deixe fluir as palavras;
  • Vá além de "meu", "mim" e "eu"; deixe o egoísmo de lado e interceda, ore por outras pessoas, abençoe-as em o nome de Jesus, pronuncie palavras de bênçãos, de vitória, de cura, de prosperidade;
  • Ore pela igreja, pelos líderes, pelos irmãos, pelos projetos da igreja, por missões, por aqueles que se convertem;
  • Ore pela sua pátria, pelo governo, economia, política, educação, etc., interceda em favor da sua nação e em favor de outras nações também.
  • Demonstre fé, esperança, gratidão e amor.

Em toda a Bíblia encontramos diversos exemplos de orações, especialmente no livro de Salmos, ao lê-las você aprenderá bastante sobre os diversos tipos de oração e com o tempo e prática desenvolverá seu próprio estilo.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

LIÇÃO 10: DÍZIMO

1. Introdução:

O dizimo baseia-se no fato de Deus ser o proprietário da terra e doador de todas as dádivas (Sl 24.1). De acordo com o ensino do A.T., o dízimo pertence ao Senhor. Ao entregar-lhe, o israelita reconhecia que Deus era o dono da terra e de seus frutos. A não devolução do dízimo, por parte dos israelitas, considerava-se como um roubo a Deus (Ml 3.8-10).

O conceito de dízimo no A.T., já existia na era patriarcal, Abraão deu a Melquisedeque o dízimo de tudo (Gn 14.20). Portanto, antes da lei, o dízimo já existia. A lei apenas formalizou e sistematizou essa prática, e os profetas pregaram a necessidade de sua observância. Era exigida a décima parte das rendas de uma pessoa com vistas à manutenção da adoração; do sistema religioso e também para o benefício dos pobres da comunidade judaica. No N.T. o próprio Cristo reforçou o conceito do dízimo como um ato de fé que produz obediência voluntária aos preceitos divinos. O dízimo, antes de ser mera obrigatoriedade, é um ato de generosidade do cristão, que faz parte da lei do amor. O resultado será que aqueles que assim fazem de nada terão necessidade, pois Deus, o legítimo dono de todas as coisas, ama a quem dá com liberalidade e pureza de coração.

O dízimo não é mera obrigatoriedade, mas um ato oriundo da fé nas promessas de Deus. O dízimo é uma forma de você dizer que não é escravo do dinheiro e demonstrar sua gratidão a Deus pelas bênçãos que ele tem te dado. É tornar-se participante com Deus na obra de evangelização do mundo. É o privilégio de tirar dez por cento de toda a renda pessoal e investir nos negócios de Deus aqui na terra.

II. O Dízimo no A.T.

Dar ou pagar o dízimo, no A.T., constituía-se em separar a décima parte do produto da terra e dos rebanhos para o sustento do santuário de Deus e dos sacerdotes.

A origem do dízimo perde-se no tempo, sendo anterior a Moisés e Abraão. No entanto, a primeira referência bíblica ao fato relaciona-se aos dias desse patriarca. Em Gn 14.20 está escrito que Abraão entregou a Melquisedeque o dízimo de tudo, sendo que, neste caso, não foi do produto da terra, nem dos rebanhos, e sim do despojo da guerra, costume também observado nos tempos antigos (Hb 7.2)

Posteriormente, na progressão da história bíblica, você encontrará Jacó seguindo o exemplo de seu avô, só que em outra circunstância; a de ser grato a Deus, se este lhe guardasse durante a sua jornada (Gn 28.18-22).

Nos dias de Moisés, o dízimo passou a exercer importante papel na vida religiosa do povo israelita (Dt 26.1-15). Desta forma, não só a casa de Deus era suprida, como também mantida a tribo levítica, responsável pelo sacerdócio. Quando o povo se encontrava fraco e afastado de Deus, o dízimo era negligenciado. Pagar o dízimo é, portanto, um sinal de avivamento, entre outros, quando provém da fé e de um coração que reconhece o senhorio de Deus sobre todas as coisas. Por isso, Malaquias chegou a chamar de ladrões de Deus àqueles que não entregavam os seus dízimos (Ml 3.8-10), confrontando-os a fazer prova com o Todo-Poderoso, que jamais deixará de cumprir suas promessas àqueles que lhe são fieis.

III. O Dízimo no N.T.

O dízimo não ficou restrito aos tempos do A.T. O próprio Cristo ensinou sobre a importância do dízimo. Ao ler Mt 23.23-33, você descobrirá que a prática do dízimo entre os contemporâneos de Jesus tornou-se legalista e ostentatória de falsa espiritualidade. Os escribas e os fariseus cumpriam esta determinação para serem vistos e honrados pelos homens, e não como fruto de um coração sincero, era apenas aparência e mais nada, eles entregavam o dízimo para serem visto e ovacionados por todos. Dessa forma, todo o texto de Mateus enfatiza este lado da arrogância, da falsa religiosidade, onde a hipocrisia se reveste de justiça para tornar-se a glória de corações iníquos e apodrecidos.

Alguns podem até pensar, ao ler este texto, que Jesus estava condenando o dízimo, porém, uma leitura mais atenta revela que Ele estava reprovando a motivação errada dos líderes daquela época. Foi isto que deixou claro ao afirmar: “... pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé”. Ou seja, uma coisa não pode existir sem a outra. É tanto que acrescentou: “Deveis, porém, fazer estas coisas (viver o juízo, a misericórdia e a fé), e não omitir aquelas” (dar o dízimo). O que Jesus fez foi reforçar o conceito de que o dízimo, antes de ser mera obrigatoriedade, para aparentar justiça, é um ato de fé que produz obediência voluntária aos mandamentos da Palavra de Deus.

A palavra dízimo não aparece nos ensinos de Paulo, entretanto, ela está implícita todas as vezes em que ele admoesta sobre a contribuição. Ao lermos I Co 16.2 e 3 podemos notar que o apóstolo pede para que cada um contribua proporcionalmente à sua prosperidade, ou seja, cada um entregue segundo o que pode.

O dízimo é exatamente isso, você devolve à casa de Deus 10 por cento daquilo que recebe. Quando se entrega os dez por cento, ele será sempre proporcional àquilo que você ganha, em outras palavras, quanto mais Deus abençoa financeiramente alguém mais essa pessoa contribuirá.

O apóstolo ensina que além de ser proporcional à condição de cada um, a entrega do dízimo deve ser fruto de uma motivação correta, nessa passagem ele também explica a “lei da semeadura”, confirma a promessa de abundancia e também fala da alegria daqueles que foram ajudados através das ofertas levantadas: “Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com abundância também ceifará. Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria. Deus pode fazer-vos abundar em toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, ampla suficiência, superabundeis em toda boa obra, como está escrito: Distribuiu, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre. Ora, aquele que dá semente ao que semeia e pão para alimento também suprirá e aumentará a vossa sementeira e multiplicará os frutos da vossa justiça, enriquecendo-vos, em tudo, para toda generosidade, a qual faz que, por nosso intermédio, sejam tributadas graças a Deus. Porque o serviço desta assistência não só supre a necessidade dos santos, mas também redunda em muitas graças a Deus, visto como, na prova desta ministração, glorificam a Deus pela obediência da vossa confissão quanto ao evangelho de Cristo e pela liberalidade com que contribuís...” (II Co 9.6-13).

IV. Conclusão:

Se todos os crentes entregassem o dízimo, não haveria necessidade de a igreja lançar mão de campanhas de cunho financeiro para arrecadar o dinheiro necessário para a execução de suas tarefas. Entretanto é muito pequeno o percentual daqueles que se dispõem a cumprir esse mandamento, talvez por falta de conscientização do significado do dízimo.

Malaquias afirmou que o dízimo é “para que haja mantimento na casa do Senhor” (Ml 3.10), aplicando ao contexto de hoje, é através dos dízimos que a igreja encontra meios para realizar a evangelização, sustentar missionários, manter seus obreiros, cuidar da assistência social, ou seja, ajudar os menos favorecidos, custear a construção e manutenção dos templos, etc.

A promessa dada por Deus através de Malaquias impõe uma condição: primeiramente a pessoa deve trazer os dízimos para depois fazer prova com Deus, que garante derramar a sua bênção, trazendo a abundância. Porém, é bom que fique claro que isso não anula as aflições da vida, nos quais podem surgir os momentos de dificuldades. Entretanto, a Palavra de Deus, que não falha, garante vitória aos que atravessarem esses períodos com obediência e fidelidade.

Reflitamos por um momento: como a igreja poderá ser abençoada com crescimento, se lhe faltam recursos para aquisição de folhetos, enviar obreiros, dar suporte aos programas de evangelismo, cuidar dos carentes, manter dignamente aqueles que trabalham na obra? O dízimo que entregamos tem essa finalidade, a de suprir a casa do Senhor. Deus não precisa do seu dinheiro, lembre-se que ele é o criador de toda a riqueza, contudo ele está dando a você a oportunidade de ser ainda mais abençoado. Veja algumas coisas que acontecem quando o cristão, corretamente motivado, entrega o seu dízimo:

  • Ele sente-se recompensado por participar ativamente da obra de Deus;
  • Deus o abrirá as janelas do céu abençoando essa pessoa ricamente (Ml 3. 10,12);
  • Ele se torna um exemplo para todos ao seu redor;
  • O Senhor repreenderá o devorador (Ml 3.11), um demônio que age na área financeira, impedindo com que a pessoa cresça financeiramente.
  • Os recursos para a realização dos projetos da igreja serão mais abundantes;
  • A obra será realizada com mais qualidade e rapidez.

Leitura adicional:

Malaquias 1.6-10

Levítico 27-32b

Deuteronômio 28.1-14

Malaquias 3.6-12

Números 18.21, 23-26

Deuteronômio 7.12-15

II Coríntios 8.15

Gálatas 6.6-7

Atos 20.33-35

sábado, 22 de agosto de 2009

LIÇÃO 9: BATISMO

I. INTRODUÇÃO:

Deus nos mostrou que o nosso estado diante dele era de rebeldia e independência. O nosso pecado fazia separação entre nós e Deus, mas o arrependimento quebrou o poder do Inimigo, do mundo e da nossa própria vontade e faz prevalecer a vontade de Deus em nossa vida. Ante dizíamos: “Eu sou dono da minha vida, sou senhor do meu destino”. Agora o nosso discurso mudou radicalmente e passamos a dizer: “Jesus é o dono da minha vida, Ele é o meu Senhor e tudo o que possuo pertence a Ele, e agora faço aquilo que Ele quer”. Diante dessa realidade, temos duas questões:

  • Qual é o meu primeiro passo para fazer a vontade do meu Senhor?
  • Como vou ter poder para fazer Sua vontade?

O primeiro passo de quem entregou sua vida a Jesus é ser batizado. Os apóstolos de Jesus pregavam o Evangelho e ensinavam que todos os que haviam crido deveriam ser batizados como sinal de sua conversão. Essa foi a experiência de todos aqueles que receberam a Jesus como Salvador e Senhor, entre eles podemos citar:

· Os três mil convertidos no dia de Pentecoste (At 2.37-42);

· Os samaritanos (At 8.12-30);

· O eunuco que foi evangelizado por Filipe (At 8.35-38);

· Saulo (Paulo) que foi batizado por Ananias (At 9.17-17-18; 22.16)

· Cornélio e sua família (At 10.44-48)

· Lídia na cidade de Filipos (At 16.25-34)

· O carcereiro na prisão de Filipos (At 16.25-34)

· Os discípulos de João Batista quando se tornaram discípulos de Jesus (At 19.1-5)

Entretanto, apesar de tudo que aprendemos até aqui, é provável que você ainda tenha dúvidas em relação a necessidade e a importância do batismo para a vida cristã. Talvez ainda esteja se perguntando: Que méritos tem esse ritual para a minha vida com Deus? Qual o significado desse ato? Por que devo me batizar? O batismo é obrigatório ou opcional?

II. A IMPORTÂNCIA DO BATISMO:

O batismo é assunto de extrema importância tanto para a igreja quanto para sua vida em particular. É através do batismo que o novo convertido passa a ser considerado parte integrante do povo de Deus, é através dele que o novo crente afirma seu compromisso com Cristo e a igreja e esta passa a reconhecê-lo como membro. Sem esse compromisso ninguém é aceito como sendo parte da família de Deus, sem fazer parte dessa família, você fica impossibilitado de crescer espiritualmente conforme o que deseja o Senhor Jesus. Através da comunhão com a igreja, especialmente em seu relacionamento com o Senhor e com os outros irmãos e irmãs é que você crescerá e poderá alcançar à maturidade espiritual.

III. O SIGNIFICADO DO BATISMO:

1. Definição - A palavra batismo significa “mergulho”, “submersão”. É a primeira ordem que o Senhor Jesus nos deu, através do qual o novo convertido passa a fazer parte d o corpo de Cristo, ou seja, a igreja.

2. Conceito – O batismo ilustra a experiência da regeneração efetuada pelo Espírito Santo no pecador, experiência esta que se relaciona com a morte e ressurreição de Cristo. Isto significa que quando o pecador aceita a Cristo como seu salvador, passa por uma transformação tão extraordinária, que só pode ser explicada como sendo morte e sepultamento do velho homem e ressurreição de uma nova criatura, livre para viver uma nova vida com Deus. Em outras palavras, quando o pecador aceita a morte de Jesus como uma morte vicária, isto é, para substituí-lo diante da justiça de Deus, morre também com Ele, mas assim como Jesus não ficou na sepultura, mas ressuscitou, aquele que crê em Jesus ressuscita juntamente com Ele para a vida eterna. Desse modo o batismo simboliza a morte para o mundo e a ressurreição para uma nova vida de fé em Jesus. É evidente que essa regeneração para uma nova vida de fé não se dá no momento do batismo, mas sim no momento em que a pessoa se submete a Cristo pela fé. O batismo apenas simboliza, representa uma decisão já tomada pelo novo convertido, é uma forma de demonstrar a todos, à família, à sociedade, à igreja, ao céu e ao inferno, o seu compromisso com Deus.

IV. A NECESSIDADE DO BATISMO:

É necessário porque o próprio Jesus ordenou – o batismo nas águas não é uma opção para aquele que se converte, é um mandamento expresso de Deus: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt 28.19-20); “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado” (Mc 16.15-16). Todo crente fiel que tem convicção de sua decisão e ama ao Senhor terá alegria em cumprir esse mandamento. A admissão no Reino de Deus se dá através da fé no sacrifício de Cristo associada ao verdadeiro arrependimento, todavia, é o ato do batismo que exterioriza essa fé, que torna seu compromisso visível a todos.

É necessário porque Jesus nos deu o exemplo - “Por esse tempo, dirigiu-se Jesus da Galiléia para o Jordão, a fim de que João o batizasse. Ele, porém, o dissuadia, dizendo: Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim? Mas Jesus lhe respondeu: Deixa por enquanto, porque, assim, nos convém cumprir toda a justiça. Então, ele o admitiu. Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3.13-17). Era da vontade de Deus que se batizassem todos os que aceitassem o seu reino, do qual João Batista era o precursor. Por isso Jesus, apesar das palavras de João, deu o exemplo batizando-se nas águas do rio Jordão.

V. O MÉTODO BÍBLICO DO BATISMO:

A água respingada sobre a cabeça ou face, óleo na fronte e tantas outras invenções que vemos por aí, não passam de criações do homem não respaldadas e nem ensinada pela Bíblia. Por essa razão, orientamos aos novos convertidos que se submetam unicamente ao batismo bíblico, que é por imersão total, ou seja, é necessário mergulhar o corpo em água. Existem basicamente quatro evidências de que a forma bíblica do batismo é a imersão:

1. A evidência bíblica – os textos que narram o batismo de Jesus dizem: “Batizado Jesus, saiu logo da água...” (Mt 3.16); “Logo ao sair da água...” (Mc 1.10). O texto que conta o batismo do eunuco realizado por Filipe declara: “Seguindo eles caminho fora, chegando a certo lugar onde havia água, disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que seja eu batizado? Filipe respondeu: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus. Então, mandou parar o carro, ambos desceram à água, e Filipe batizou o eunuco. Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe, não o vendo mais o eunuco; e este foi seguindo o seu caminho, cheio de júbilo” (At 8.36-39).

Esses textos não deixam dúvidas. É improvável que, vezes seguidas, os ministrantes dos batismos tivessem que entrar na água com os que eram batizados se o fossem por aspersão, aliás, se fosse assim, por aspersão, nem mesmo o candidato ao batismo precisaria entrar na água. Você concorda?

2. A evidência do significado da palavra – como vimos no início da lição, A palavra batismo vem do grego “baptizo” e significa “mergulho”, “submersão”, “imergir completamente”. Se a própria palavra traz esse sentido, é claro que as demais formas de batismo não estão baseadas no ensino bíblico.

3. Evidência histórica – os livros de História Eclesiástica, que contam a história da igreja, afirmam que até o ano de 150 d.C, aproximadamente, só era praticada a imersão como forma de batismo.

4. Evidência do simbolismo do batismo – desde que o batismo simboliza a morte, o sepultamento e a ressurreição, como já foi dito anteriormente, a sua administração (aplicação) não pode ser outra a não ser por imersão.

VI. CONCLUSÃO:

Na “Grande Comissão” registrada em Mt 28.19-20, Jesus nos mandou fazer discípulos, batizando-os e ensinando-lhes todas as coisas. É importante notar que todo o texto desta referência tem força de mandamento. O Novo Testamento, e especialmente o livro de Atos, nos mostra que os discípulos aceitaram as palavras de Jesus como mandamento. Eles reconheceram a importância de fazer discípulos, batizar e ensinar. É verdade que o batismo não salva, mas é necessário que você seja batizado conforme claramente ensina a Palavra de Deus. O batismo nas águas é uma demonstração pública de que você morreu para o mundo e está assumindo uma nova vida em Cristo: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim” (Gl 2.20).