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sábado, 23 de janeiro de 2010

A IDADE E O APRENDIZADO DE LÍNGUAS

É sabido que crianças e adolescentes possuem uma acuidade auditiva superior. Fato curioso e ilustrativo disto é a recente notícia a respeito de um dispositivo, lançado no mercado em 2006, que emite um som desagradável aos ouvidos, som este que só crianças e jovens de até 25 anos conseguem ouvir.

Além da capacidade auditiva superior, uma provável maior flexibilidade muscular do aparelho articulatório também ajudaria a explicar o fenômeno da marcante superioridade infantil no processo de assimilação de línguas.

O adulto monolíngüe, por já possuir uma matriz fonológica sedimentada, se caracteriza por uma sensibilidade auditiva amortecida, treinada a perceber e produzir apenas os fonemas do sistema de sua língua materna. A criança, por sua vez, ainda no início de seu desenvolvimento cognitivo, com filtros menos desenvolvidos e hábitos menos enraizados, mantém a habilidade de expandir sua matriz fonológica, podendo adquirir um sistema enriquecido por fonemas de línguas estrangeiras com as quais vier a ter contato.

Stephen Krashen, em sua hipótese learning X acquisition, estabelece uma distinção clara entre learning (estudo formal - receber e acumular informações e transformá-las em conhecimento por meio de esforço intelectual e de capacidade de raciocínio lógico) e acquisition (desenvolver habilidades funcionais através de assimilação natural, intuitiva, inconsciente, nas situações reais e concretas de ambientes de interação humana) e sustenta a predominância de acquisition sobre learning no desenvolvimento de proficiência em línguas.

Krashen defende a importância maior de acquisition. Considerando que acquisition está mais intimamente ligado aos processos cognitivos do ser humano na infância, é lógico e evidente deduzirmos que acquisition é ainda mais preponderante no caso do aprendizado de crianças.

Portanto, se proficiência lingüística pouco depende de conhecimento armazenado, mas sim de habilidade assimilada na prática, construída através de experiências concretas, fica com mais clareza explicada a superioridade das crianças no aprendizado de línguas.

A hipótese de Harpaz é a mais esclarecedora. A aquisição da fala e a descoberta do mundo são processos paralelos para a criança. A interação lingüística da qual a criança participa proporciona a maioria dos dados nesse processo de desenvolvimento cognitivo. Como conseqüência, as estruturas neurais no cérebro que correspondem aos conceitos que vão sendo aprendidos acabam naturalmente e intimamente associadas às estruturas neurais que correspondem às formas da língua.

Quando um adulto aprende uma língua estrangeira, seus conceitos (já formados) já possuem estruturas neurais fixas associadas às formas da língua materna. As estruturas neurais correspondentes às novas formas da língua estrangeira não possuem relação com as estruturas dos conceitos já formados, sendo esta uma associação mais difícil de ser estabelecida. É por isto que, no aprendizado de adultos, as dificuldades causadas pela interferência da língua materna são maiores. Desta forma, podemos concluir que os ambientes de convívio das crianças são, por natureza, mais propícios ao aprendizado de línguas do que os ambientes dos adultos.

CONCLUSÕES:

  • Linguagem é um elemento de relacionamento humano e todos desenvolvem proficiência em línguas estrangeiras mais através de acquisition (desenvolvimento de habilidades através de assimilação natural, intuitiva, inconsciente, em ambientes de interação humana) do que de learning (estudo formal - memorizar informações e transformá-las em conhecimento através de esforço intelectual), especialmente crianças. Portanto, línguas podem ser ensinadas, mas serão aprendidas mais facilmente se houver ambiente apropriado.
  • Crianças assimilam línguas com mais facilidade, porém têm grande resistência ao aprendizado formal, artificial e dirigido. As crianças, mais do que os adultos, precisam e se beneficiam de contato humano para desenvolver suas habilidades lingüísticas. Entretanto, se perceberem que a pessoa que deles se aproxima fala a língua materna, dificilmente se submeterão à difícil e frustrante artificialidade de usar outro meio de comunicação. Elas só procuram assimilar e fazer uso da língua estrangeira em situações de autêntica necessidade, desenvolvendo sua habilidade e construindo seu próprio aprendizado a partir de situações reais de interação em ambiente da língua e da cultura estrangeira. Portanto, a autenticidade do ambiente, principalmente na pessoa do facilitador, é mais importante do que o caráter das atividades (lúdicas ou não).
  • O ritmo de assimilação das crianças é mais rápido.
  • Existe uma idade crítica (12 a 14 anos), a partir da qual o ser humano gradativamente perde a capacidade de assimilar línguas ao nível de língua materna. Essa perda é mais perceptível na pronúncia. Até os 12 ou 14 anos de idade, a criança que tiver contato suficiente com o idioma, o assimilará de forma tão completa quanto a língua materna.

Para que acquisition ocorra, é preciso que a criança ou o jovem esteja situado em um ambiente de convívio na língua e na cultura estrangeira. O elemento fundamental desse ambiente são as pessoas que o compõe. Se os pais, por exemplo, falarem o idioma estrangeiro, com um certo nível de proficiência e o utilizarem, irão naturalmente transmiti-lo para a criança no convívio familiar. A língua usada é parte importante do relacionamento entre duas pessoas. Os pais também podem expor seus filhos a um maior contato com a língua através de filmes, seriados, jogos, músicas, etc. que utilizem a língua estrangeira.

Sugestão de sites p/ crianças:

http://www.starfall.com/

http://www.elementarymathgames.net/

http://www.storyplace.org/storyplace.asp

http://www.mingoville.com/pt.html

http://www.thewiseowlfactory.com/

http://www.sesamestreet.org/

Portais de acesso a mais sites:

http://www.inglesonline.com.br/category/ingles-para-criancas/

http://www.qdivertido.com.br/links.php

http://www.linguaestrangeira.pro.br/links/link_ingles.htm

http://www.maywebsite.blogspot.com/

http://www.sitesforteachers.com/index.html

De Ricardo Schütz, com algumas adaptações minhas.

sábado, 19 de setembro de 2009

Vamos Estimular a Leitura

Segundo dados da Câmara Brasileira do Livro (CBL), cada brasileiro lê pouco mais de dois livros por ano. Na Inglaterra, estima-se que a média seja de 5 livros; nos Estados Unidos, 6. Outro dado preocupante é que enquanto na Índia, um país em desenvolvimento, as pessoas gastam em média 10 horas por semana lendo, aqui, no Brasil, essa estimativa é de 5 horas. Dados como esses chamam tanto a atenção que a Folha de São Paulo de 28 de maio de 2008 publicou a seguinte matéria:

Leitura no Brasil é uma "vergonha", diz "The Economist"

A aversão dos brasileiros aos livros virou assunto da última edição da influente revista britânica "The Economist". Para a publicação, a situação precária das bibliotecas públicas e o baixo índice de leitura dos brasileiros constituem "motivo para vergonha nacional", juntamente com o crime e com as taxas de juros. Leia abaixo uma tradução do texto "Um país de não-leitores" publicado pela "The Economist":

"Muitos brasileiros não sabem ler. Em 2000, um quarto da população com 15 anos ou mais eram analfabetos funcionais. Muitos simplesmente não querem. Apenas um adulto alfabetizado em cada três, lê livros. O brasileiro médio lê 1,8 livros não-acadêmicos por ano, menos da metade do que se lê nos EUA ou na Europa. Em uma pesquisa recente sobre hábitos de leitura, os brasileiros ficaram em 27º em um ranking de 30 países, gastando 5,2 horas por semana com um livro. Os argentinos, vizinhos, ficaram em 18º".

Pessoas que não são leitoras têm a vida restrita à comunicação oral e dificilmente ampliam seus horizontes, por ter contato apenas com idéias muito próximas das suas. É nos livros que temos a chance de entrar em contato com o desconhecido, e conhecer outras épocas e lugares e com eles “abrir a cabeça”. Por isso, incentivar a formação de leitores é fundamental no mundo de hoje, pois estaremos colaborando para a formação de cidadãos mais conscientes e críticos, que reconhecem e respeitam a diversidade.

O livro é uma fonte inesgotável de conhecimento. Quanto mais cedo uma criança começar a ter contato com ele, maiores são as probabilidades de obter sucesso, pessoal e escolar, no futuro.

Ouvir, ler em voz alta, ler em conjunto e conversar sobre livros desenvolve a inteligência e a imaginação. Os livros são também uma forma de enriquecer o vocabulário e a linguagem. As imagens, informações e ideias dos livros alargam o conhecimento do mundo. Ter o hábito de ler é uma forma de se conhecer melhor e compreender os outros. Ler em conjunto é divertido e reforça o prazer do convívio. A leitura torna as crianças mais calmas, ajudando-as a ganhar autoconfiança e poder de decisão

Por isso, visando no pleno desenvolvimento de nossos alunos, estmos lançando um projeto para estimular a leitura tanto na língua materna (português) com em língua inglesa. Entretanto, para o sucesso desse projeto é necessário o empenho de todos, divulgando os dados apresentados, pesquisando novas informações e principalmente, estimulando, apoiando a leitura.

Quando você for presentear alguém, principalmente crianças, tenha em mente que ao dar-lhe um livro você estará contribuindo para que essa criança desenvolva diversas faculdades que serão de suma importância em sua vida adulta, como por exemplo, a consciência crítica, a liberdade de pensamento, a imaginação e junto com ela a criatividade.

Portanto, dê livros! Você estará contribuindo para a construção de uma nação mais desenvolvida intelectualmente.

sábado, 18 de julho de 2009

15 Dicas para vc aprender inglês

1. MANTENHA UMA ATITUDE POSITIVA! Lembre-se de que assim como as pessoas aprendem seu primeiro idioma, qualquer um pode aprender uma segunda língua.

2. SEJA REALISTA! Ao mesmo tempo você deve conscientizar-se de que aprender um idioma leva tempo e esforço.

3. NÃO TENHA MEDO! Como um aprendiz, você não entende tudo o que as pessoas estão dizendo e você tem que, freqüentemente, imaginar o significado de algumas coisas. Se você aceitar isso como parte do processo de aprendizagem, você aprenderá mais rápido e melhor.

4. RESPONSABILIZE-SE PELO SEU APRENDIZADO! O professor, o livro ou o curso, podem e vão ajudá-lo a aprender, mas você fará tudo isso funcionar. O seu aprendizado depende, antes de qualquer coisa, de seu esforço.

5. CASO VOCÊ NÃO ENTENDA O QUE ALGUÉM ESTÁ DIZENDO, NÃO SE DESESPERE! Tente entender o contexto e continue conversando/ouvindo. Se você estiver realmente confuso, peça que a pessoa repita o que disse. Continuando a conversa você poderá entender o contexto após alguns minutos, tendo maior possibilidade de comunicação e ter uma evolução mais significativa no aprendizado.

6. NÃO SE PREOCUPE COM ERROS! Todos cometemos erros (até mesmo em português). Você pode aprender muito com seus erros. Quando não tiver certeza, pergunte se o que você disse está correto ou se existe uma maneira melhor de expressar sua idéia.

Explosão 1: Good luck!!!!!!!! Teacher: Mayara C.P.Rocha7. OUÇA TUDO!!! Ouça CDs, assista programas, filmes (sem legenda em português), enfim, tudo que você puder ouvir em inglês é bem vindo. Aprendemos muito quando ouvimos, e não percebemos. Como as crianças aprendem a falar? Ouvindo. Normalmente elas passam 1 ano inteiro só ouvindo e depois começam a falar suas primeiras palavras.

8. ACESSE A INTERNET. Se você tiver um computador conectado à internet, tire proveito disso. Explore o máximo que puder. Hoje temos acesso a mídias do mundo todo, jornais, revistas, rádios, etc. Temos fácil acesso a informação de outros países, de forma atualizada. Além de estarmos aprendendo um outro idioma, ainda estamos nos informando sobre assuntos diversos.

9. TOME NOTAS! Anote tudo o que achar interessante, significados de palavras, dicas, etc. As anotações podem ser nas margens, acima ou embaixo da palavra, o importante é que você a veja com facilidade.

10. FAÇA RESUMOS SOBRE AQUILO QUE VOCÊ APRENDEU! Pode ser a cada aula, no final da semana, ao terminar algum exercício, etc. O importante é relembrar, revisar.

11. TENTE FOCAR AO MÁXIMO SUA ATENÇÃO! Sublinhar, marcar, colocar asteriscos é uma excelente forma de memorização.

12. TENTE ADIVINHAR! Use pistas lingüísticas: como palavras cognatas, prefixos, sufixos. Use também o seu conhecimento prévio (conhecimento de mundo).

13. PEÇA AJUDA SEMPRE! Quando tiver dúvidas sobre a pronúncia correta ou significado de alguma palavra ou expressão não se envergonhe. Pergunte!

14. PROCURE OPORTUNIDADES PARA PRATICAR! Ouça músicas, divirta-se assistindo comédias, lendo ou ouvindo piadas, converse com amigos que também estejam estudando inglês.

15. ESTABELEÇA METAS E OBJETIVOS! Você pode, por exemplo, tentar ler textos, notícias, um livro, escrever cartas e/ou e-mails em inglês, se comunicar com alguém de outro país através da Internet, ou ainda compreender músicas sem ler a letra, etc.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

As 7 Leis do Ensino


Esse é um resumo do livro "As Sete leis do Ensino" de John Milton Gregory (CPAD, 2007)

Cap. 1: As Sete Leis do Ensino

O ensino tem suas leis naturais tão fixas como as leis que regem as plantas ou os outros organismos que são suscetíveis ao crescimento. É um processo em que se empregam forças definidas que produzem resultados também definidos. E estes se manifestam de forma tão regular e exata como o dia que surge com o nascer do sol.

A descoberta das leis de qualquer processo – seja da mente, seja da matéria – torna possível coloca-lo sob o controle de quem conhece as leis e domina as condições. Aqueles que têm domínio sobre as leis de ensino pode levar as mentes alheias as experiências da humanidade, e quem quer ensinar com êxito a uma criança tem de se submeter às leis do ensino.

O ensino, em seu sentido mais simples, é a comunicação da experiência. Esta pode consistir em fatos, verdades, doutrinas, idéias ou ideais, ou ainda fundamentar-se em processos de habilidade em uma arte. Pode ser ensinada por meio de palavras, sinais, objetos, ações ou exemplos, seja qual for o conteúdo, o método ou o objeto de ensino, o ato em si, considerado fundamental, é sempre o mesmo: comunicar experiência.

Os elementos essenciais em cada ação completa de ensinar: a) o professor; b) o aluno; c) uma linguagem comum ou meio de comunicação; d) uma lição ou verdade; e) trabalho do professor; f) o trabalho do aluno; g) o trabalho de revisão, que organiza, aperfeiçoa, aplica a atividade realizada.

I. O professor é aquele que conhece a lição, ou verdade, ou arte a ser ensinada.

II. O aluno é i que recebe com interesse a lição.

III. A linguagem usada como meio de comunicação entre o professor e o aluno deve ser comum a ambos.

IV. A lição a ser ensinada e aprendida deve ser explanada com termos que o aluno já conheça: o desconhecido deve ser explicado pelo conhecido.

V. Ensinar é despertar e usar a mente do aluno para que ele aprenda o pensamento que se deseja adquirir, ou domine a arte que se quer aprender.

VI. Aprender é entesourar na mente por meio do próprio pensamento (ou pensar com o próprio entendimento) uma nova idéia ou verdade, ou tornar em habito uma nova arte ou habilidade.

VII. A prova do ensino dado – o processo final e de fixação – deve ser a revisão, a verificação, a reprodução e a aplicação do tema que foi ensinado, dos conhecimentos ou ideais e artes que foram comunicados.

O melhor trabalho do mundo, tanto nas escolas, como nas lojas e oficinas, é realizado por esforços calmos, contínuos e persistentes de trabalhadores que sabem conservar afiados seus instrumentos e se empenham para atingir o objetivo estabelecido.

Cap 2. A Lei do Professor

O reino universal da lei é a verdade central da ciência moderna. Toda força existente no homem ou na natureza opera sob o domínio de alguma lei, e todo efeito presente na mente ou na matéria é produzido em conformidade com alguma lei. A mais simples noção da lei natural é a de que a natureza sempre permanece uniforme quanto as suas forças e operações. As causas produzem efeitos, e os efeitos obedecem às suas causas, e isso por leis irresistíveis.

A lei do professor – que o descreve e o limita – o professor deve conhecer a matéria que vai ensinar.

Parece obvio que não há necessidade de provar a afirmativa de que não podemos ensinar sem saber ou conhecer. Como pode o nada produzir algo, ou a escuridão gerar a luz? A afirmação desta lei parece um axioma: porém, um estudo mais profundo demonstrará que é uma verdade fundamental. Nenhuma outra condição é tão fundamental e essencial: o que o professor conhece, isso deve ensinar.

O professor que não sabe o que vai ensinar é semelhante ao cego que está guiando outro cego apenas com uma lamparina sem querosene, e que não pode iluminar a estrada.

Consideremos que os fatos comuns ensinados em Geografia nas escolas - a redondeza da Terra, a extensão dos oceanos e continentes, as montanhas, os rios e as cidades e estado populosos – prendem pouco o interesse do professor mal preparado e menos ainda o de seus alunos. O mesmo ocorre com as verdades bíblicas: são de pouca significação para o leitor indiferente e para o professor que não estuda muito. No entanto, constituem verdades brilhantes, ricas em significado para todos quantos fazem convergir para os seus estudos a luz que da o conhecimento da história, da ciência e de todas as formas de experiências registradas.

O conhecimento evidente do professor serve para ajudar o aluno a confiar no seu mestre. Seguimos com prazer e expectação o guia que conhece bem o campo que desejamos explorar, mas seguimos sem interesse e com relutância o líder incompetente e ignorante. O professor bem preparado desperta em seus discípulos o desejo de estudar mais. Em alguns casos, o vasto conhecimento vem desacompanhado dessa capacidade de inspirar nos alunos o amor pelo estudo, e essa é uma fatalidade para o bom ensino, especialmente quando se trata de jovens. É preferível um professor com conhecimento limitado, mas dotado de poder para estimular seus alunos, a um Agassiz sem tais habilidades.

Regras Práticas para os Professores

a) Prepare cada lição por meio de um novo estudo.

b) Busque em suas lições analogias com fatos e princípios mais conhecidos.

c) Estude a lição até que tome a forma de uma linguagem familiar.

d) Busque a ordem natural das distintas partes da lição.

e) Busque a relação que existe entre a lição e a vida dos alunos.

f) Use livremente todos os meios legítimos, e nunca descanse até que obtenha uma compreensão evidente da matéria.

g) Lembre-se de que o domínio completo de poucas coisas é melhor de que o conhecimento superficial de muitas.

h) Consagre tempo certo ao estudo de cada lição antes de lecionar.

i) Faça um plano de estudo, e não hesitem quando necessário, em estudar além do plano.

j) Não deixe de buscar ajuda de bons livros que tratem do assunto de suas lições.

Erros, Violações e Enganos

O melhor professor corre o risco de prejudicar seu trabalho com erros impensados. O verdadeiro professor comete poucos erros, e estes o ajudarão a ser mais cuidadoso.

a) A própria ignorância dos alunos pode tentar o professor a negligenciar um cuidadoso preparo e estudo.

b) Alguns professores acreditam que é tarefa do aluno, e não sua, estudar a lição, e que com o livro em mãos, verificará facilmente se os alunos cumpriram ou não seu dever.

c) Outros mestres examinam o conteúdo da lição tão rapidamente e consideram esse proceder como algo indiscutível.

d) Falta séria é a dos professores que não encontrando estímulo no magistério fazem disso um fundamento para embasar suas idéias e opiniões.

e) Existe outro grave erro cometido por professores que buscam ocultar sua ignorância com pomposas pretensões de sabedoria, escondendo sua falta de conhecimento com frases altissonantes e muito além da compreensão dos alunos.


Cap 3. A Lei do Aluno

Atenção significa direcionar a mente para um objeto. A atenção não é uma condição constante e invariável. Quando falamos em atenção concentrada ou absorta, queremos dizer que o objeto focalizado está ocupando toda a consciência. Uma pessoa pode permitir que sua mente “viaje” de um foco a outro, obedecendo a cada novo estímulo por um ou dois momentos, até que algo obtenha e prenda a sua atenção, ou pode-se firmar-se de forma resoluta num ponto específico e dar-se conta de que outros a atraem para outras direções. Existem três diferentes qualidades da atenção:

a) A atenção passiva – recebe esse nome pelo fato de não envolver esforço algum da vontade.

b) A atenção ativa – sua primeira condição é o esforço da vontade, a determinação de fazer aquilo que deve ser feito, a despeito dos convites ou atrações para se fazer algo mais agradável e atraente.

c) Atenção secundária passiva - tem-se a impressão de que na passiva s seu objeto é sempre atrativo em si e requer pouco da consciência, mas também nasce da uma atenção ativa, do esforço e persistência.

O dever do professor não é em sua essência o de um condutor ou mestre de tarefas, porém, muito mais, o de um guia e conselheiro. Seu propósito deve ser desenvolver a atenção secundária passiva.

Sem a atenção o aluno não pode aprender. Tentar ensinar uma criança inteiramente desatenta é o mesmo que conversar com um surdo ou um defunto.

Não podemos passar o conhecimento de uma mente a outra, como se fosse uma substância material, porque os pensamentos não são objetos que podem ser apanhados e remanejados. Só podemos remanejar idéias induzindo a mente receptora a processos correspondentes àqueles pelos quais tais idéias foram primeiro concebidas.

A mente atende àquilo que apela de modo muito forte aos sentidos.

Os dois maiores inimigos da atenção são a apatia e a distração. O primeiro pode ser por não considerar o tema em questão agradável, ou por cansaço, ou outra condição física. O segundo é a atenção dividida e voltada para vários objetos.

Cap 4: A Lei da Linguagem

A linguagem, em sua forma mais simples, é um sistema de sinais artificiais. Suas palavras ou sinais não tem semelhança alguma com as coisas que representam, e nenhum significado a não ser aquele que arbitrariamente lhes conferimos. Uma palavra expressa uma idéia somente para quem tem a idéia e aprendeu a palavra com o seu sinal ou símbolo. Se não houver na mente a imagem da idéia, a palavra chega aos ouvidos apenas como som sem significado algum. O vocabulário do professor pode muitas vezes ser maior que o do aluno, porém as idéias da criança são representadas pelo seu vocabulário. O educador, se deseja ser entendido, precisa se limitar a linguagem dela. O professor precisa conhecer as necessidades intelectuais de seus alunos por suas próprias palavras.

Mas, a linguagem é tanto o instrumento como veiculo do pensamento. As palavras são as ferramentas com que a mente fabrica da massa crua de suas impressões os conceitos claros e válidos. Assim as idéias se encarnam nas palavras, tomam forma na linguagem e se apresentam prontas para serem estudadas e conhecidas, para serem arrumadas no mecanismo do pensamento inteligível.

A linguagem tem ainda outro uso, ela é o armazém dos nossos conhecimentos. Tudo o que sabemos sobre um assunto pode vir expresso nas palavras que usamos. Assim, as palavras não são somente sinais de nossas idéias, mas também os rastos por meio dos quais descobrimos e reconhecemos essas idéias.

O mau uso da linguagem é uma das falhas mais cometidas no ensino. Muitos mestres tentam encobrir ignorância ou indolência com expressões que seus alunos não vão entender, sem mencionar aqueles que estão mais ansiosos para exibir sua sabedoria do que ensinar.

Cap 5: A Lei da Lição

A lição é o processo pelo qual o professor passa ao aluno as experiências da humanidade.

O novo ou o desconhecido pode ser explicado somente a partir do que já se conhece. Assim temos: a verdade a ser ensinada deve ser aprendida através de alguma verdade já conhecida.

Todo ensino tem de começar em algum ponto do assunto ou lição. Se o assunto é inteiramente novo, então, se deve buscar algo familiar que apresente certa semelhança do novo com o conhecido.

Todo ensino deve avançar em alguma direção. Esse avanço naturalmente deve acontecer para a aquisição de novas experiências.

O aprendizado deve processar-se a passos gradativos. E estes devem ser tais que sirvam de elo entre um conceito e outro, da mesma maneira que coisas simples e concretas conduzem naturalmente a coisas gerais e abstratas, assim como premissas levam à conclusão, e a compreensão de um fenômeno natural, às leis. Cada nova idéia aprendida se converte em parte do conhecimento da criança, e em parte do seu conhecimento da experiência da humanidade, e serve como ponto de partida para um novo avanço.

O aluno que aprendeu bem uma lição já conhece metade da outra. Portanto, uma classe bem preparada está sempre ansiosa para dar o próximo passo. Pestalozzi costumava dizer: “Fácil é adicionar algo àquilo que já se descobriu”.

Entretanto a filosofia dessa lei alcança ainda mais profundidade. Os elementos novos do conhecimento devem ser relacionados com outros fatos e verdades, antes de serem inteiramente revelados, antes de tomarem seu lugar no crescente círculo experimental do aprendiz.

O ato de conhecer é, de certa forma, um ato de comparar e ajuizar, de encontrar algo nas experiências passadas que expliquem e tornem significativas e novas. A explicação significa citar e usar fatos e princípios já conhecidos para aclarar a natureza de um assunto novo. Mesmo a linguagem com que devemos expressar um conhecimento novo toma o seu significado daquilo que já é familiar. A criança sem conhecimento também se mostrará sem palavras, uma vez que estes são os sinais de coisas conhecidas.

Uma lição bem aprendida lança poderosa luz sobre as seguintes. Daí o valor dessa prática de alguns professores sábios e hábeis que tornam as partes elementares de um assunto, tão familiares como as palavras sempre usadas e conhecidas.

Nenhum conhecimento ou poder humano é perfeito, e a capacidade da criança encontra-se muito aquém da plenitude da dos adultos. Existem grandes diferenças individuais que devem ser reconhecidas na escola.

A palavra problema é familiar ao professor, porque os problemas e tarefas de cada dia de aula lhe são bem conhecidos. Mas, consideremos, agora, esse vocábulo num sentido diferente. Temos falado da “lição” e de sua “lei”. Pensemos no processo de aprender lições com o objetivo de resolver problemas. A antiga noção que admite que os alunos, pelo fato de serem jovens e imaturos, são incapazes de pensar de modo real é uma falácia.

Se pretendemos dar ao aprendiz a tarefa do verdadeiro pensar na solução de problemas reais, devemos definir este processo de pensamento. Há três estágios neste processo. Primeiro, deve haver um estagio de dúvida ou incerteza. Segundo, há uma fase organizadora em que o indivíduo considera os meios que tem à sua disposição para atingir os fins desejados. Terceiro, há uma atitude crítica que abrange a seleção e a rejeição doas expedientes ou planos que são sugeridos.

Aquilo que chamamos conhecimento é um registro de problemas resolvidos. Os fatos e as leis foram coletados, experimentados e organizados em sistemas, mas na base representam os resultados de enfrentar situações e fazer descobertas de primeira mão. Ao passar nossos conhecimentos a outros, quanto mais intimamente pudermos apresentar e tratar as situações reais e vitais, melhor será o nosso ensino.

Cap 6: A Lei do Processo de Ensino

Temos considerado o ensino como a comunicação de conhecimento ou experiência. Entretanto, de forma mais apropriada, podemos dizer que essa comunicação é o resultado do ensino. Seja pelo método de contar, de demonstrar ou de guiar os aluno a descobrirem por si mesmo as verdades ou princípios.

Se buscarmos a máxima educacional mais largamente aceita entre os bons mestres, e também a mais extensa em suas aplicações e resultados, temos de convir que se trata dessa lei. É a mesma verdade fundamental encontrada em regras tais como estas: “Despertar a mente dos alunos”; “Estimular os discípulos a raciocinar”; Despertar o espírito de investigação”; “Fazer seus alunos trabalharem”. Todas essas máximas conhecidas são diferentes modos de expressar a mesma lei.

O verdadeiro ensino não é aquele que conhecimento, mas sim aquele que estimula os alunos a adquiri-lo. Pode-se dizer que ensina melhor o que ensina menos. Ou ensina melhor aquele cujos alunos aprendem mais sem serem diretamente ensinados. Todavia, devemos reter em nossa mente que nessas afirmativas epigramáticas estão contidos dois significados do vocábulo “ensino”: o primeiro, o de simples falar, o segundo, o de criar as condições do verdadeiro aprendizado.

Os grande propósitos da educação são adquirir conhecimentos e idéias, bem como desenvolver habilidades e competências. Nossa lei do processo de ensino deriva desses dois alvos.

Cap. 7: A Lei do Processo de Aprendizagem

Podemos definir assim a lei do processo de aprendizagem: o aluno deve reproduzir em sua própria mente a verdade a ser aprendida.

O verdadeiro aprendizado não é mero decorar ou repetir as palavras e idéias do educador. O trabalho da educação é muito mais a atuação do aluno do que do professor. O aprendizado se dá por processos de interpretação, que podem ser fáceis e rápidos. O descobridor toma muito dos fatos conhecidos por outros, e o estudante deve acrescentar àquilo que estuda a sua própria experiência. Seu alvo é tornar-se um pesquisador independente nos campos do saber, e não apenas um aprendiz passivo nas mãos dos outros. Há varias fases do processo de aprendizagem:

1º. Algumas vezes se diz que o aluno aprendeu a lição uma vez que decorou e pôde recitá-la ou repeti-la, palavra por palavra.

2º. Quando o aluno consegue, além de memorizar as palavras, compreender a idéia que está por trás dela, percebe-se que houve um grande progresso.

3º. Quando o aluno pode traduzir de modo acurado o pensamento, usando suas próprias palavras, sem prejuízo do significado.

4º. O aluno revelará progresso maior quando começar a buscar as evidências do assunto que está estudando.

5º. Um estágio ainda mais elevado e frutífero do aprendizado está no estudo do uso e aplicações do conhecimento.

Nossa lei requer um estágio final, e para este propósito, devem estar continuamente dirigidos os esforços do mestre e dos alunos. Por meio desses estágios, o estudante sincero ficará habilitado a vigiar seu próprio progresso no aprendizado.

É certo que muitas lições não são aprendidas, mas isso não altera o fato de que nenhuma lição será verdadeiramente aprendida até que seja entendida e dominada.

Consideremos duas limitações a essa lei da aprendizagem. A primeira se refere à idade dos alunos. Devemos recordar que a atividade mental das crianças se restringe aos sentidos. Mais tarde o desejo dos alunos de terem alguma atividade ou ação, ou de executarem uma obra ativa, pode ser utilizado de modo eficiente no ensino. Quando a maturidade se aproxima, as pessoas passam a pensar de forma mais profunda nas razões.

Hermán Krusi disse: “Toda criança que tenho observado e estudado durante a minha vida tem passado por certos períodos notáveis de indagação que parecem originar-se no mais íntimo de seu ser”.

As violações dessa lei são as mais freqüentes e fatais que se cometem no ambiente escolar. Uma vez que a obra da aprendizagem é o verdadeiro cerne do trabalho que se realiza nas escolas, falhar nisso é fracassar em tudo.

Cap. 8: A Lei da Revisão e Aplicação

A lei da revisão e aplicação dos resultados pode ser expressa da seguinte maneira: o acabamento, a prova e a confirmação da obra do ensino devem processar-se através da revisão e aplicação. A apresentação dessa lei inclui os principais propósitos da recapitulação:

a) aperfeiçoar o conhecimento;

b) confirmar o conhecimento;

c) tornar o conhecimento útil e pronto para ser usado.

Revisar é muito mais que repetir. As revisões têm seus diferentes graus de perfeição, desde a mera repetição das palavras do conteúdo, e mesmo uma rápida olhada para um fato ou uma fase, até o mais completo reconhecimento e ocupação do campo do saber.

Os bons professores dedicam à revisão cerca de um terço de cada período de aula. Assim, os alunos progridem lentamente, mas o progresso é garantido.

Conclusão:

Os estudos dessas leis por si só não pode fazer de cada leitor um professor perfeito. Mas as leis, uma vez bem obedecidas no seu emprego, produziram seus efeitos com a mesma certeza com que as leis da química produzem os compostos químicos, bem como as leis da vida produzem o crescimento do corpo.

domingo, 19 de abril de 2009

Motivação e Desmotivação no Aprendizado de Línguas

A motivação pode ser definida como o conjunto de fatores circunstanciais e dinâmicos que determina a conduta de um indivíduo.
A motivação é uma força interior propulsora, de importância decisiva no desenvolvimento do ser humano. Assim como na aprendizagem em geral, o ato de se aprender línguas é ativo e não passivo. Não se trata de se submeter a um tratamento, mas sim de construir uma habilidade. Não é o professor que ensina nem o método que funciona; é o aluno que aprende. Por isso, a motivação do aprendiz no aprendizado de línguas é um elemento chave.
A motivação pode ser ativada tanto por fatores internos como externos.
A origem da motivação é sempre o desejo de se satisfazer necessidades. O ser humano é um animal social por natureza e, como tal, tem uma necessidade absoluta de se relacionar com os outros de seu ambiente. Essa tendência integrativa da pessoa é o principal fator interno ativador da motivação para muitos de seus atos. Por exemplo, se estivermos em um ambiente caracterizado pela presença de uma língua estrangeira, naturalmente teremos uma forte e imediata motivação para assimilarmos essa ferramenta que nos permite interagir no ambiente, dele participar e nele atuar. Aprender uma língua fora do ambiente de sua cultura seria como aprender a nadar fora d'água.
As características dos ambientes que freqüentamos representam fatores externos. Por exemplo, se o ambiente em que o aprendizado da língua deve ocorrer for autêntico e proporcionar atividades voltadas aos interesses do aprendiz, o grau de motivação será alto. Entretanto, se o ambiente carecer de autenticidade, de elementos da cultura estrangeira, como por exemplo uma sala de aula com um número excessivo de alunos e um professor de proficiência limitada, onde a L2 dificilmente se impõe sobre a L1, e se as atividades nesse ambiente forem ditadas por um plano didático predeterminado em vez de centradas na pessoa e nos interesses do aprendiz, o grau de motivação será baixo.
Outra necessidade que buscamos satisfazer (principalmente crianças, adolescentes e jovens adultos) é a necessidade de se explorar o desconhecido. Esta característica do ser humano também demonstra a importância do ambiente de aprendizado da língua estar autenticado pela marca e presença da cultura estrangeira.
Na criação de ambientes especificamente para o ensino e o aprendizado de uma língua, mapas, fotografias, filmes e música podem ajudar, mas nada substitui a pessoa estrangeira. O falante nativo é a personificação da língua e da cultura estrangeira, e por isso forte fator estimulador da motivação. O contato intercultural mostra ao aprendiz a funcionalidade da língua e leva-o a se identificar com a cultura estrangeira e a desejar integrar-se a ela, produzindo, como conseqüência, o desejo de imitar, de pensar e falar igual.
Além de poder ser ativada por fatores internos e externos, a motivação pode ser classificada em direta e indireta.
Motivação direta seria aquela que nos impulsiona diretamente ao objeto que satisfaz uma necessidade nossa. Por exemplo: você admira e se identifica com uma cultura estrangeira, quer a ela se integrar, e por isso investe todos seus esforços no aprendizado da respectiva língua.
Motivação indireta ou instrumental é aquela que nos impulsiona em direção a um objetivo intermediário, por exemplo, aprender inglês, que, por sua vez, possibilitará a satisfação de uma necessidade maior. Esta é provavelmente a forma mais freqüente de motivação no aprendizado de línguas. Veja os exemplos abaixo:
Exemplo 1: Você tem um forte desejo de conhecer a técnica da fotografia e dispõe de excelente literatura sobre o assunto, em inglês. Embora você não entenda textos em inglês, vai aplicar todo seu esforço para decifrar a língua e assim obter as informações ali contidas.
Exemplo 2: Se um jovem norte-americano se apaixona por uma jovem de origem hispânica, que vive numa das muitas comunidades hispânicas nos EUA, ele poderá investir esforços no aprendizado do espanhol para conquistar a simpatia da jovem e de sua família.
Exemplo 3: Uma pessoa ambiciosa, extremamente motivada em direção ao sucesso em sua carreira profissional, embora sem talento nem motivação para línguas, poderá investir exaustivos esforços em seu aprendizado, o qual indiretamente, possibilitará a realização de um objetivo (satisfação de uma necessidade) maior.
Exemplo 4: Você busca o aprendizado da língua estrangeira porque reconhece nela uma ferramenta indispensável tanto em sua carreira acadêmica como profissional, ou simplesmente porque quer ser ouvido e reconhece no inglês um poderoso meio de expressão neste mundo globalizado.
É interessante observar que freqüentemente uma motivação indireta acaba dando origem à motivação direta. Ou seja, a pessoa inicialmente impulsionada em seu ato por um objetivo indireto maior, acaba "tomando gosto", descobrindo valores antes desconhecidos, destruindo imagens estereotipadas, encontrando no "sacrifício" intermediário um objeto de motivação direta. Isto ocorre na medida em que a experiência de aprendizado da língua é complementada com o aprendizado da respectiva cultura, passando ambos a fazer parte da coleção de experiências de vida da pessoa.
Se a motivação se origina no desejo de se satisfazer uma necessidade, não havendo necessidade, não haverá motivação. Pelo contrário, a reação normal da pessoa, quando compelida a uma atividade não resultante de um desejo de satisfazer uma necessidade, é a desmotivação.
Um ambiente de sala de aula voltada ao ensino formal de uma língua estrangeira, sem a presença de autênticos representantes dessa língua e de sua cultura, é um exemplo de ambiente que não evidencia necessidade, não produz motivação e não estimula o aprendizado. O que se encontra atualmente no ensino de inglês, são inúmeros fatores desmotivadores: salas de aula com muitos alunos, professores com proficiência limitada, cobrança através de exames de avaliação com questões truculentas que nada avaliam, repetição oral mecânica, etc. Esses fatores desmotivadores podem ser observados tanto na rede de escolas de ensino médio, onde o ensino de inglês ficou encalhado no método de tradução e gramática do início do século, como nos cursos particulares de línguas, que ficaram encalhados no método audiolingüístico dos anos 60. Nem um nem outro mostra resultados imediatos motivadores nem permite que o aluno alcance a proficiência desejada, gerando inevitavelmente uma certa frustração que, em maior ou menor grau, destrói a motivação.
Também aquele aprendiz que não se identifica com a cultura estrangeira, - ou que às vezes até a despreza, - normalmente por falta de maior informação a respeito da mesma ou por informações estereotipadas que o professor não soube corrigir, estará desmotivado a aprender sua língua.
O problema da desmotivação é freqüentemente observado em salas de aula que enfatizam language learning. Por outro lado, em programas que enfatizam language acquisition, observa-se facilmente a ocorrência natural de motivação para o aprendizado de línguas, independente de idade. A pessoa que tiver oportunidade de ter contato com a língua estrangeira em situações reais de comunicação, em ambientes autênticos dessa língua e de sua cultura, onde a língua está presente como meio de interação e não ausente, ministrada em doses pequenas e amargada pela repetição mecânica descontextualizada, ou pela dissecação gramatical, vai certamente alcançar fluência.
O caso do Jonas, narrado em nosso Fórum de Discussões em 24 de abril de 2003, é bastante ilustrativo:
"Fiz vários cursos no Brasil, inclusive todos os níveis (12 books). Mas quando vim para cá (EUA) pra morar e trabalhar, percebi como não era fluente em inglês, principalmente na parte oral. A minha motivação meio que baixou um pouco; eu me sentia frustrado. Como trabalho com informática, praticamente não conversava com meus co-workers. Mas com o tempo fui fazendo amizades e hoje acho que desenvolvi bastante."
Depois de 12 livros, cumprindo diligentemente a receita prescrita pelo curso, reprimindo a desmotivação com força de vontade, o aluno descobre ao chegar no ambiente de língua e cultura inglesa que não havia alcançado o objetivo principal. A desmotivação que ele sentiu foi uma espécie de efeito retardado, que outros, com menos força de vontade, não conseguem reprimir por tanto tempo e desistem antes do Livro 12. Só a partir do momento em que ele constrói um círculo de convívio humano, num ambiente autêntico, com situações reais de comunicação, é que reencontra motivação e finalmente alcança seu objetivo.
Isto nos leva à conclusão de que, em vez de nos preocuparmos em motivar nossos alunos, talvez devêssemos nos esforçar mais para não desmotivá-los. Se não pudermos despertar neles a motivação natural para o aprendizado de línguas, subjacente em todos, pelo menos cuidemos para não destruí-la e sim preservá-la para quando encontrarem a oportunidade certa.
Texto retirado de:
Schütz, Ricardo. "Motivação e Desmotivação no Aprendizado de Línguas" English Made in Brazil . Online. 10 de novembro de 2003. Em 19 de abril de 2009 às 20: 45 h.

PLANEJAR: O Caminho para uma Boa Aula

Só ensina bem quem sabe aonde quer levar os alunos e se prepara para chegar lá!
A atividade de planejar é considerada complicada, chata e burocrática por boa parte dos professores!
Planejar é simples... Defina os objetivos e o caminho para alcançá-los. É preciso caminhar muito, mas quem faz o percurso encontra a chave para o sucesso!

OS DEZ MANDAMENTOS PARA BEM PLANEJAR!

1) ESQUEÇA A BUROCRACIA
Antes o Plano vinha pronto, em pacotes. Hoje quem leciona tem espaço para criar!

2) CONHEÇA BEM DE PERTO O SEU ALUNO
Pergunte-se sempre: “O que meu aluno deve e pode aprender?”.

3) FAÇA TUDO OUTRA VEZ (E MAIS OUTRA)
O planejamento deve ser sempre alterado, de acordo com as necessidades da turma.

4) ESTUDE PARA ENSINAR BEM
Uma pessoa só pode ensinar aquilo que sabe, porém é preciso, também, saber como ensinar.

5) COLOQUE-SE NO LUGAR DO ESTUDANTE
Você deve saber se os temas trabalhados em sala são importantes do ponto de vista do aluno.

6) DEFINA O QUE É MAIS IMPORTANTE
Os critérios para estabelecer o que é mais importante ensinar devem ser as necessidades dos alunos.

7) PESQUISE EM VÁRIAS FONTES
Toda aula requer material de apoio. Busque informações em livros, em revistas, na Internet...

8) USE DIFERENTES MÉTODOS DE TRABALHO
Métodos como: aulas expositivas, atividades em grupo e pesquisas são excelentes aliados!

9) CONVERSE E PEÇA AJUDA
Converse com os colegas! Aproveite as reuniões!

10) ESCREVA, ESCREVA, ESCREVA
Compre um caderno e anote, no fim do dia, tudo o que você fêz em classe. Esta é uma forma de você analisar o que está ou não dando certo em seu trabalho!

Como Fazer um Plano de Aula?

Vamos por etapas:

É comum professores cometerem um grave erro ao montarem um Plano de aula: fazê-lo para si próprio. O Plano de aula deve ser feito para o aluno! Como assim?! Você deve estar se perguntando...
É simples: o centro de um Plano de aula é, sem dúvida, o aluno! Como vai aprender e como vai receber o que você está propondo. É preciso fazer com que o aluno estude para aprender e não para “passar de ano” e você só conseguirá isto se fizer um Plano de aula, onde ele (o aluno) é o “tema central”.
Mas o que eu, como professor(a), penso não conta? É claro que sim, pois nós, educadores, somos os responsáveis por propiciar situações em que o aluno se aproprie do conhecimento. Lembre-se: o aluno não é um ser que não sabe nada e vai à escola para aprender tudo com o professor, que é o detentor do saber.
Agora que já “sabe” que o tema central do Plano de aula deve ser o aluno, você deve preocupar-se em criar situações interessantes para sua aula. Como são seus alunos? Do que mais gostam? Ouvir histórias, dançar...?
Evite pensar: “Como vou ensinar isto à turma?” e pense: “Como meus alunos irão aprender isto?”. O processo de ensino-aprendizagem é uma troca gostosa: você aprende com seus alunos e eles com você, pois cada criança já chega à escola com conhecimentos diversos... Assim como o professor...
Os alunos não são todos iguais, logo não aprendem da mesma forma. O educador deve conhecer e respeitar seu aluno. Respeitar seus limites, suas dificuldades, sua opinião...

Vamos para a prática!

Primeiro – TEMA GERADOR: Sua aula será sobre o quê?
Segundo – OBJETIVO: O que seu aluno deve FAZER, SABER e SER?
FAZER – o que seu aluno vai fazer durante a aula? Pintar? Dançar? Escrever? Recortar? Colar?
SABER – a atividade que seu aluno desenvolveu o levou a saber o quê? O que ele “aprendeu”?
SER – a atividade que seu aluno fez o levou a se apropriar de um conhecimento, certo? Como este conhecimento acrescentará nele (o aluno) como pessoa, cidadão?
Terceiro – PROCEDIMENTOS: como será desenvolvida a sua aula? Como proceder para que o aluno FAÇA, SAIBA e SEJA?!
Quarto – AVALIAÇÃO: como você avaliará seu aluno? (Não fique sentado durante o desenvolvimento das atividades, circule pela sala de aula observando-os e tirando, possíveis, dúvidas. Elogie, estimule, avalie!).

Algumas idéias!

Monte um Plano de aula em que o aluno participe. Promova debates, ouça-os e faça com que ouçam a você (eu utilizo muito a frase: Quando um fala o outro escuta!”). Criança gosta de se sentir útil, promova brincadeiras para escolher o AJUDANTE DO DIA ( em minhas aulas o ajudante conta uma história ou narra um fato que aconteceu em sua vida, para a turma!). Decore a sala com enfeites confeccionados por eles mesmos.
Evite abstrair em suas aulas (principalmente na Educação Infantil) quando falar em “algo” leve “este algo” para que a turma veja. Se não puder levar, consiga fotos e mostre à eles.
Não crie situações complicadas demais, ofereça desafios pertinentes à idade de seu aluno. Fale de situações que lhe sejam familiares, cite o nome de algumas crianças e peça, se estas se sentirem seguras para tal, que contem como foi seu dia, ou como foi sua última festa de aniversário... A partir daí conduza a aula de acordo com o TEMA GERADOR e vá inserindo os conteúdos propostos...
Leia bastante. É importante que você domine o assunto que está “propondo” à turma...

Why can we expect discourse analysis to be helpful in semantics? What is “semantic theory of discourse”?

Because both subjects have the same study object: the meaning. The discourse analysis studies the sense production, the production of meaning inside of a context, which is variable. In addition, semantics concerned with the meaning.
However, sometimes meaning is variable, in other words, it transforms depending on the reality that is inserted, if we change the context it changes the sense. For instance, a same word can acquire several meanings depending on the reality that is inserted, the reason for the discourse analysis can be helpful in semantics is because it is impossible to study the meaning outside the certain social, historical and cultural context.
It is a theory which says that semantics and discourse analysis work together because one is inside the other.

CBC - Resumo

1. Razoes para se Ensinar Língua Estrangeira:


É um direito de todo cidadão conforme LDB (1996);
Contribui para o processo de formação integral do aluno;
Aumenta a compreensão da linguagem e seu funcionamento;
Desenvolve uma maior consciência da LM;
Amplia a possibilidade de compreensão de outras manifestações culturas;
Facilita o acesso ao conhecimento em vários níveis;
É uma exigência do atual mercado de trabalho;
Tem função interdisciplinar;

2. Diretrizes Gerais para o Ensino de Língua Estrangeira

2.1. A abordagem comunicativa – o aspecto chave para tal abordagem no ensino de LE é o desenvolvimento de habilidades para o uso da língua em situações reais de comunicação nas modalidades oral e escrita. O aluno de LE demonstra competência lingüística não por saber repetir a regra gramatical, mas por saber usa-la nos processos de compreensão e de produção oral e escrita. Nessa abordagem o professor passa a ser um facilitador e mediador das situações de aprendizagem.

2.2. Os três tipos de conhecimento

2.2.1.Conhecimento de mundo – conhecimento prévio ou enciclopédico refere-se ao conhecimento interno do aluno. Constitui-se a base para a construção de inferências no processo de compreender textos orais ou escritos.

2.2.2. Conhecimento léxico-sistêmico – refere-se ao conhecimento da organização lingüística nos níveis: léxico-semântico, sintático, morfológico e fonético-fonológico. Trata-se da capacidade do aluno de estabelecer relações de sentido.

2.2.3.Conhecimento sobre textos – capacidade de reconhecer e identificar diferentes tipos de textos.

3. As quatro habilidades comunicativas

3.1. O processo de compreensão escrita (ler) – é um processo dinâmico no qual o leitor participa ativamente na (re)criação de sentido.

3.1.1. As estratégias de leitura:
• Skimming: olhada rápida (um passar de olhos) pelo texto para ter uma idéia geral do assunto tratado.

• Scanning: localização rápida de informação no texto.

• Identificação do padrão geral de organização (gênero textual).

• Uso de pistas não-verbais (ilustrações, diagramas, tabelas, saliências gráficas etc).

• Uso de títulos, subtítulos, legendas, suporte (ou portador) do texto.

• Antecipações do que vem em seguida ao que está sendo lido.

• Uso do contexto e cognatos.

• Uso de pistas textuais (pronomes, conectivos, articuladores etc.).

• Construção dos elos coesivos (lexicais e gramaticais).

• Identificação do tipo do texto e das articulações na superfície textual.

• Uso de palavras-chave para construir a progressão temática.

• Construção de inferências.

• Transferência de informação: do verbal para o não-verbal (resumos do que foi lido na forma de tabelas, esquemas ou mapas conceituais).


3.2. O processo de produção escrita (escrever) – o autor assume papel ativo ao acionar seus três tipos de conhecimento tendo sempre em vista o seu leitor-alvo e as situações sociais de comunicação as quais se destina seu produto (texto)

3.3. O processo de compreensão oral (entender) – compreender envolve a percepção da relação interacional entre quem fala, o quê, para quem, por que, quando e onde; além de estabelecer relações entre o que ouve e os elementos extralingüísticos.

3.4. O processo de produção oral (falar) – ao falante compete lançar mão dos quatro componentes de competência comunicativa: o textual, o sociolingüístico, o gramatical, e o estratégico, adequando-os de forma a estabelecer comunicação.

4. Novas tecnologias e o ensino de línguas estrangeiras – através de materiais autênticos que atualmente pode-se encontrar na Internet, o aluno estará utilizando a LE em situações reais e autenticas de comunicação, e ao mesmo tempo, construindo conhecimento em outras áreas do saber.

5. Critérios para a seleção de conteúdos – o texto é o elemento-chave em torno do qual as diversas atividades de aprendizagem são organizadas.
Os textos autênticos devem ser priorizados.
Os módulos de ensino devem combinar os cinco temas de conteúdo com gêneros textuais diversificados sobre assuntos de interesse do aluno e de relevância na sociedade contemporânea, tendo em vista o desenvolvimento das habilidades necessárias para ler, escrever, falar e ouvir em LE.

6. Orientações pedagógicas – devem adaptadas e/ou re-elaboradas de acordo com o contexto específico de atuação do professor.
Sugere-se metas realistas, lendo-se em conta os interesses, os objetivos e características dos alunos.
O professor pode optar por enfatizar uma das habilidades, sem deixar de lado as demais.

6.1. O ensino de compreensão escrita (leitura) – recomenda-se que o aluno seja capaz de fazer uso consciente das estratégias de leitura, de forma que ele exerça um maior controle sobre o processamento da informação. É recomendado que e aula de leitura se componha de:
§ Pré-leitura,
§ Compreensão geral,
§ Compreensão de pontos principais,
§ Compreensão detalhada,
§ Pós-leitura

6.2. O ensino de compreensão oral (ouvir) – o conhecimento fonético-fonológico assume maior relevância no processo de compreensão oral. O aluno precisa focalizar sua atenção. É recomendado que uma aula de compreensão oral de componha de:
§ Pré-compreensão oral,
§ Compreensão geral,
§ Compreensão de pontos principais,
§ Pós-compreensão oral

6.3. O ensino de produção escrita (escrever) – o aluno deve incorporar a noção que escrever é interagir com um interlocutor. O aluno deve ser incentivado a escrever textos que atendam a funções comunicativas variadas de modo a perceber o ato da escrita como uma prática social do dia-a-dia, e não como uma tarefa escolar. Sugere-se que uma aula de escrita se componha de:
§ Levantamento de idéias (brainstorming),
§ Planejamento (plano textual),
§ Primeiro rascunho,
§ Revisão,
§ Segundo rascunho,
§ Revisão,
§ Edição final
§ Publicação
§ Pós-escrita

6.4. O ensino de produção oral (fala) – as habilidades de produção oral devem ser integradas às do processo de compreensão oral (ouvir).
O aluno deve ter a oportunidade de desenvolver a capacidade de saber usar marcadores verbais e não verbais para iniciar, manter e finalizar a fala.
Precisa se conscientizar de que a sintaxe e o léxico incorporam aspectos da modalidade oral, tais como coloquialismo, expressões idiomáticas, presença de contrações.
Recomenda-se que os atos de fala sejam materializados em pedidos, desculpas, agradecimentos, reclamações, opiniões, elogios, convites e recusas educadas, breves instruções sobre tarefas, sejam aproveitadas como oportunidades de uso real da linguagem para as interações face a face em LE.

ONE HISTORY IN POWER POINT

Projeto apresentado à disciplina Informática na Educação, ministrada pela professora Rejane Brito, como requisito parcial de avaliação do 6º Período do curso de Licenciatura Plena em Letras Inglês da Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES, no segundo semestre letivo de 2007.
INTRODUÇÃO / JUSTIFICATIVA:

É de conhecimento de todos que, a muito tempo, o computador deixou de ser um objeto de luxo e se transformou num instrumento necessário para a realização de tarefas do nosso cotidiano, abrangendo assim, diversas áreas do conhecimento.
E foi pensando na questão de que os nossos alunos podem (e devem) ser instruídos quanto a utilização dos computadores que elaboramos este projeto, a fim de despertá-los para a variedade de recursos que os essas máquinas nos disponibilizam e que na maioria das vezes nem sabemos que existem.
O PowerPoint é um software desenvolvido para a elaboração de apresentações (slides) com recursos multimídia: som, imagens, animações, textos, videoclipes, etc. Sua utilização na área educacional é importante devido à possibilidade de criar e executar ações interativas, que neste trabalho serão desenvolvidas e controladas pelos próprios alunos com supervisão do professor.
Através dessa interação entre alunos, professor e tecnologia nasce a motivação que é de fundamental importância para a aprendizagem de nossos alunos, que apresentam um melhor resultado quando são estimulados através de assuntos atuais que despertam seu interesse, portanto eles se empenham mais para desenvolver esse tipo de atividade, ou seja, aprendem não apenas aquilo que propõe o professor, mas vão além e ultrapassam as fronteiras da escola levando esse aprendizado para a vida.

OBJETIVOS:

Esse projeto terá como objetivo a busca de informações sobre o tema proposto, a discussão, a elaboração das idéias, o desenvolvimento de uma narrativa e uma apresentação em Power Point dos resultados da pesquisa realizada pelos alunos. Essa apresentação será exibida aos demais colegas de classe e terá como meta promover a transmissão de novos conhecimentos entre alunos e professor.
Para elaborar uma apresentação, o aluno terá de pesquisar, analisar, selecionar, sintetizar e organizar informações sobre o tema proposto; criar telas (slides) que demonstrem o conteúdo pesquisado e a posição da equipe diante do assunto, essas telas serão apresentadas aos demais colegas. Sendo assim, cabe ao professor provocar seus alunos para que eles desenvolvam suas apresentações com interesse, zelo, dinamismo e responsabilidade, incentivando-os a refletir e reelaborar o que está sendo desenvolvido.

METODOLOGIA:

Nossa proposta é desafiar os alunos do Ensino Fundamental e (ou) Médio a desenvolverem uma pequena história em inglês que será narrada e ilustrada através de slides no Power Point, podendo também fazer uso de outros recursos como a Internet, para procura de informações e ilustrações e o Paint para melhorar a estética das apresentações.
A turma será dividida em equipes, de no máximo quatro integrantes ou menos, isso para que todos participem ativamente do projeto.
O professor lançará o tema principal, como por exemplo: a família, degradação da natureza, violência, etc. Temas atuais e interdisciplinares que despertem o interesse dos alunos.
Estes farão uma pesquisa para levantamento de maiores informações, em seguida selecionarão e organizarão esse material a fim de criar subsídios para suas apresentações. Em seguida, farão os slides contendo ilustrações e pequenos textos sobre o tema proposto. Os trabalhos serão expostos para toda a turma em dia predeterminado.
O professor prestará auxilio aos alunos quanto a utilização dos softwares necessários para a elaboração dos slides, na revisão e tradução dos textos feitos pelos alunos.
Itens a serem avaliados: compromisso, interesse, organização, criatividade, vocabulário, gramática.
RECURSOS:

Se a escola possuir sala apropriada com computador e data show, estes poderão ser utilizados. Caso não os tenha pode-se fazer uso de retro projetor e laminas onde serão impressos os slides e, através do qual o trabalho será apresentado, com narração dos alunos.

English for Specific Purpose

Mais conhecido como Inglês Instrumental, o English for Specific Purpose (ESP) é uma metodologia de ensino diferente, pois como o próprio nome diz, ela tem um propósito estabelecido. Esse propósito pode variar dependendo das necessidades ou objetivos do aluno.
Para desenvolver um curso de ESP primeiramente temos que saber quais são os objetivos que se pretende alcançar com o curso, se o aluno está interessado em falar com mais desenvoltura, em compreender aquilo que ouve (treinar o ouvido), se ele deseja escrever bem em inglês, ou conseguir ler e compreender com proficiência aquilo que leu. Depois de determinar o objetivo, é fundamental encontrar as técnicas de apoio para que se possa alcançá-los.
Atualmente a modalidade mais procurada do ESP é a leitura. Dentro dessa modalidade existem algumas estratégias que auxiliam no desenvolvimento da habilidade de ler. De acordo com o CBC de Língua Estrangeira /Inglês – Ensino Médio, são elas:
• Skimming: olhada rápida (um passar de olhos) pelo texto para ter uma idéia geral do assunto tratado.
• Scanning: localização rápida de informação no texto.
• Identificação do padrão geral de organização (gênero textual).
• Uso de pistas não-verbais (ilustrações, diagramas, tabelas, saliências gráficas etc).
• Uso de títulos, subtítulos, legendas, suporte (ou portador) do texto.
• Antecipações do que vem em seguida ao que está sendo lido.
• Uso do contexto e cognatos.
• Uso de pistas textuais (pronomes, conectivos, articuladores etc.).
• Construção dos elos coesivos (lexicais e gramaticais).
• Identificação do tipo do texto e das articulações na superfície textual.
• Uso de palavras-chave para construir a progressão temática.
• Construção de inferências.
• Transferência de informação: do verbal para o não-verbal (resumos do que foi lido na forma de tabelas, esquemas ou mapas conceituais). (Fundamentado em Nunan, 1999. p. 265-266)
Essas estratégias têm por finalidade incitar a solução de problemas, facilitando o entendimento daquilo que foi lido.
No que se refere ao vocabulário, não é a quantidade de palavras, frases e expressões que o aluno conhece que é relevante, mas a utilização das estratégias que o auxiliem a compreender o significado daquelas que ainda lhes são desconhecidas.
O professor neste contexto não é mais o detentor do saber, uma autoridade, e sim, um facilitador, um orientador, aquele que estimula, anima, encoraja, que desafia o aluno a ir além dos objetivos traçados. Dessa forma, o professor tem uma série de procedimentos a preparar. Um dos principais é a escolha e/ou elaboração do material a ser utilizado no curso. O professor deve estar atento para selecionar um material, e/ou elaborar aulas que proporcionem ao aluno possibilidades de se desenvolver, de ser o agente de sua própria aprendizagem, participando ativamente do curso.
No curso de ESP a aprendizagem é vista como aquisição de conhecimento através do desenvolvimento de habilidades de raciocínio e de tomada de decisões. Por isso é essencial que o professor faça com que seu aluno raciocine, reflita sobre tudo o que ele está aprendendo, que esteja consciente de seus progressos e também de seus fracassos, para que o próprio aluno seja capaz de se avaliar e aplicar-se mais intensamente na área onde tiver maior dificuldade.
Para a preparação do material a ser utilizado, existem elementos que facilitam tanto o trabalho do professor quanto a compreensão do aluno. Dentre eles podemos citar:
· WARM UP - trata-se da ativação do conhecimento prévio que o aluno possui sobre o assunto/tema a ser trabalhado. É de suma importância que esse conhecimento anterior seja ativado, porque a informação que será acrescentada somente será processada de forma significativa se o aluno tiver a oportunidade de relacioná-la ao conhecimento que ele já possui. O objetivo desse tipo de atividade é fazer com que a nova informação ultrapasse a memória de curto prazo e chegue à memória de longo prazo.
· PRE-READING – é basicamente o mesmo que o Warm-up, porém diz respeito propriamente ao texto que será lido. O Pre-reading pode ser desenvolvido em forma de uma pequena atividade, uma conversa sobre o texto, uma discurssão, pode ser uma pergunta que instigue os alunos ou a apresentação de uma gravura relacionada com o texto. Dessa forma o aluno deve pensar sobre o assunto do texto antes da leitura e que essa atividade não se prolongue muito.
· VOCABULARY – o trabalho com vocabulário deve incluir: vocabulary development, que visa aumentar o vocabulário do aluno, e vocabulary strategies, que objetiva levar o aluno a refletir sobre o possível significado de determinada palavra ou expressão, ainda desconhecida por ele, dentro do texto/contexto.
· TEXT’ S INTERPRETATION – nada mais é que a compreensão, a interpretação daquilo que foi lido. Para tal, podemos lançar mão de atividade de skimming e scanning .
Para o bom desenvolvimento do curso, o professor pode também trabalhar com seus alunos outros procedimentos de forma a implementar a aprendizagem. O fato de trabalhar com um elemento não exclui os outros. É fundamental que o trabalho com as estratégias de leitura complemente aquele feito com o vocabulário, esse, com as estruturas da língua e esta com a consciente utilização das técnicas de leitura para que se possa chegar a máxima compreensão do que foi lido. Um elemento deve sempre completar o outro e não limita-lo ou restringi-lo. Cada um dos elementos citados acima faz parte de um todo que levará o aluno a desenvolver sua habilidade de leitura em língua inglesa.

BIBLIOGRAFIA:
· Chapter 9: Reading. In NUNAN, David. Second Language Teaching and Learning. Boston, Massachusetts: Heinle & Heinle, 1999.
· Desenvolvendo a habilidade de leitura. In Paiva, V.L.M. de O (org). Práticas de Ensino e Aprendizagem de Inglês com foco na Autonomia. 2 ed. Campinas: Pontes Editora, 2007.
· Chapter 18: Teaching Reading. In BROWN, H. D. Teaching by principles: an interactive approach to language pedagogy. New Jersey: Longman, 2001.
· Chapter 22: Language Assessment II: Pratical Classroom Applications. In BROWN, H. D. Teaching by principles: an interactive approach to language pedagogy. New Jersey: Longman, 2001.Conteúdo Básico Comum (CBC) de Língua Inglesa – Ensino Médio – 2008.