sábado, 18 de julho de 2009

LIÇÃO 1: CONHECENDO A BÍBLIA

I. Introdução:

A Bíblia é a revelação máxima de Deus á humanidade. Ela expressa a vontade de Deus, e ignorar a Bíblia é ignorar essa vontade. Certo teólogo disse que a “Bíblia é Deus falando ao homem; é Deus falando através do homem; é Deus falando com o homem; é Deus falando a favor do homem; mas, é sempre Deus falando!”

Milhões de pessoas estão buscando uma voz de autoridade que mereça confiança, a Bíblia Sagrada é essa voz que todos precisam ouvir. É a única que possui autoridade de conduzir o homem na sua totalidade, revelando, de modo claro, o caminho para Deus. É na Bíblia que encontramos as respostas às perguntas mais fundamentais da vida: De onde vim? Por que estou aqui? Qual o propósito da minha existência?

A fé cristã é uma convicção baseada em fatos reais. Estes fatos estão registrados na Bíblia Sagrada. Por isso a Bíblia é o manual do cristão. Ela nos ensina, repreende, corrige e educa.

A Bíblia Sagrada é uma coleção de 66 livros. Ela divide-se em duas grandes partes: Antigo Testamento (AT), com 39 livros, 929 capítulos e 23214 versículos; e o Novo Testamento (NT), com 27 livros, 260 capítulos e 7959 versículos. A palavra testamento vem do Latim e seu significado original é acordo, aliança, pacto. E é nesse sentido que ela é usada para dar nome às duas partes da Bíblia.

A divisão em capítulos e versículos foi feita bem mais tarde. Isso não foi trabalho de um só homem ou equipe, foram os massoretas – especialistas judeus que produziram um complexo e útil sistema de sinais vocálicos e outros sinais para preservação da língua hebraica, que é puramente consonantal – que fizeram a divisão do VT em versículos no final da século IX da era cristã. Entretanto, a primeira Bíblia inglesa, com divisão em capítulos e versículos, foi publicada em Gênova, em 1560.

O AT é assim denominado porque é formado por livros que registram o antigo pacto feito por Deus com seu povo. Esse pacto foi feito com Abraão, pai do povo israelita, confirmado por meio de Moisés, quando lhe foi dada a Lei ou os Dez Mandamentos. O NT recebe esse nome porque é formado pelo conjunto de livros que registram a nova aliança que Deus fez com seu povo, por meio de Jesus Cristo. Na antiga aliança, o povo de Deus era formado pelo israelitas, também chamados de hebreus ou judeus; na nova aliança o povo de Deus é constituído por todos aqueles que crêem em Jesus como Salvador e Senhor.

A Bíblia Sagrada subdivide-se em:

1º AT:

1) Lei ou Pentateuco – É composta pelos 5 primeiros livros: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.

2) Livros Históricos – São 12: Josué, Juizes, Rute, I e II Samuel, I e II Reis, I e II Crônicas, Esdras, Neemias e Ester. Contam a história de Israel.

3) Livros Poéticos – São 5 livros: Jô, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares.

4) Livros Proféticos – São 17 livros, subdivididos em Profetas Maiores e Profetas Menores:

a. Profetas Maiores: Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel e Daniel.

b. Profetas Menores: Oséias, Joel, Amós, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.

2º NT:

1) Biografia ou Evangelhos – É composto pelos 4 evangelhos: Mateus, Marcos, Lucas e João. Descrevem a vida terrena de Jesus.

2) História – É o livro de Atos dos Apóstolos. Conta a história da igreja primitiva, dos apóstolos, o avanço do Cristianismo através das viagens missionárias de Paulo.

3) Epístolas – São 21 epístolas, subdividas em 2 grupos:

a. Epístolas Paulinas – Romanos, I e II Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, I e II Timóteo, Tito e Filemom. São ao todo 13 cartas endereçadas à Igrejas e indivíduos.

b. Epístolas Universais – Hebreus, Tiago, I e II Pedro, I, II e III João e Judas, dirigidas aos cristãos em geral.

4. Profecia – É um único livro, o Apocalipse, que descreve a consumação da obra de Cristo e o estabelecimento de novos Céus e nova Terra.

II. Revelação:

O ser humano jamais conheceria a Deus, nem tomaria conhecimento do seu plano de salvação, se o próprio Criador não tomasse a iniciativa de se revelar à criatura. Felizmente, Deus resolveu se revelar ao homem. Esta revelação é um ato consciente, voluntário e intencional por meio do qual Deus revela ou comunica ao homem a verdade referente a si mesmo em relação à suas criaturas.

Deus se revela através das obras da criação e da providência, na preservação e no governo do universo. O rei Davi escreveu: “os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras das suas mãos” (Sl 19.1). O apóstolo Paulo afirmou que Deus “não se deixou ficar sem testemunho de si mesmo, fazendo o bem, dando do céu as chuvas e as estações frutíferas” (At 14.17). E na epístola aos romanos ele tratou do mesmo assunto de modo ainda mais claro, afirmando: “Por que os atributos invisíveis de Deus, assim o se eterno poder como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebido por meio das coisas que foram criadas” (Rm 1.20).

Deus fala ao homem através da sua criação, nas forças da natureza, na constituição da mente humana, na voz da consciência, no governo providencial do mundo em geral e das vidas dos indivíduos em particular. Esta revelação é chamada de revelação geral por ser dirigida a todos os homens. Ela é suficiente para deixar os homens indesculpáveis diante de Deus, mas insuficiente para a salvação.

Toda a criação foi atingida pelo pecado. Tornou-se imperfeita. A criação, como instrumento de auto-revelação de Deus, deve ser vista como um livro incompleto, repleto de páginas rasuradas. Assim, o homem também foi atingido. Espiritualmente ele ficou ignorante e embrutecido como um irracional. E assim ficou impossível compreender corretamente o que Deus nos fala através da natureza.

Mas o plano eterno de Deus inclui também a revelação especial, que tem o objetivo de levar o pecador de volta para o Criador. O autor da epístola aos hebreus escreveu sobre essa revelação especial: “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo” (Hb 1.1-2). Deus falou através de manifestações especiais, falou diretamente a alguns de seus servos, como por exemplo, a Moisés, falou através dos profetas, falou através de milagres. A revelação especial é progressiva, e atinge seu ápice em Jesus Cristo.

III. Inspiração:

Quando falamos em inspiração da Bíblia estamos afirmando que Deus levantou homens e os fez registrar, sem erro, a sua revelação especial. Estes homens, sob inspiração divina, escreveram os livros que compõe a Bíblia Sagrada. “Porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (II Pe 1.21).

Os livros da Bíblia foram escritos por, no mínimo, 36 autores, no período que pode chegar a 1660 anos. Os escritores dos livros da Bíblia escreveram sob inspiração divina, e por determinação divina. Alguns escritores registraram ter recebido de Deus uma ordem direta para escrever (Ex 17. 14; 34.27; Nm 33.2; Is 30.8). Outros certamente sentiram-se impulsionados a escrever, era Deus agindo em suas mentes e corações. Mas, não devemos imaginar que Deus ia ditando e eles escrevendo. Deus os usou como eles eram. O Senhor os guiou na escolha das palavras, na construção das frases, para que os fatos e as idéias fossem corretamente registrados. Mas, cada um usando o seu próprio vocabulário e de acordo com seu próprio estilo e personalidade. Por isso, cada livro, embora inspirado por Deus, traz a marca pessoal de seu autor e as marcas do tempo em que ele viveu, e, ainda assim, existe uma extraordinária harmonia em todas as suas partes. Isso é evidência de que a Bíblia Sagrada é, realmente, inspirada por Deus.

Os livros apócrifos, se comparados com os livros inspirados, apresentam uma grande pobreza de estilo e conteúdo. Além disso, ensinam doutrinas e práticas que se contradizem com os ensinos apresentados nos livros inspirados. Por exemplo, justificam a mentira (Judite 10.11-17; 11.1-23; 15. 8-10) e o suicídio (II Macabeus 14.37-46), ensinam feitiçaria (Tobias 6.1-9) e oração aos mortos (II Macabeus 12.38-45). Uma simples leitura é o suficiente para mostrar que estes livros não foram inspirados por Deus.

A revelação especial está bem clara nas Sagradas Escrituras. Através dela Deus no diz quem Ele é, quem somos nós, de onde viemos, para onde vamos e seu plano geral para as nossas vidas.

IV. Iluminação:

Tudo o que precisamos saber para recebermos a salvação e vivermos uma vida correta, justa e em comunhão com Deus está registrado na Bíblia. Mas, “o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entende-la porque elas se discernem espiritualmente” (I Co 2.14). Isso significa que o homem, apenas com seus recursos naturais, sem a assistência do Espírito Santo, não pode compreender o que está escrito na Bíblia. Ela só pode ser compreendida através da iluminação do Espírito Santo.

Quando falamos em iluminação estamos nos referindo à atuação de Deus na mente e no coração do homem, através do Espírito Santo, capacitando-o para entender o ensino bíblico. Certo teólogo explicou que todo o conselho de Deus concerne a todas as coisas necessárias para a glória d’Ele, para a salvação, fé e vida do homem, ou é expressamente declarado na Bíblia ou pode ser lógica e claramente deduzido dela, entretanto é necessário a iluminação do Espírito Santo para a compreensão das coisas que estão reveladas na Palavra.

Em Atos 16.14 que fala sobre a conversão de Lídia temos um exemplo de iluminação. Muitas mulheres ouviram a pregação, mas apenas Lídia se converteu. E ela só se converteu porque o “Senhor lhe abriu o coração para que estivesse atenta ao que Paulo dizia” (At 16.14). O Espírito Santo iluminou a mente e abriu o coração de Lídia levando-a a compreender e aceitar a mensagem que estava sendo pregada.

A iluminação, entretanto, não dispensa o esforço para compreendermos corretamente a Palavra de Deus. A Bíblia deve ser examinada com seriedade e interpretada com fidelidade. Portanto, quando houver dúvidas sobre o verdadeiro e pleno sentido de qualquer texto da Escritura, esse texto pode ser estudado e compreendido através de outras passagens que falem mais claramente.

V. Conclusão:

Deus tomou a iniciativa de se revelar a nós. Através de uma revelação especial Ele nos deu a conhecer o seu plano para nossas vidas e o modo como devemos viver e servi-lo. Com a atuação do Espírito Santo em nossas mentes e corações Deus nos capacita a compreender sua mensagem registrada na Bíblia.

A Palavra de Deus (Bíblia) é a nossa única regra de fé e prática por isso devemos examiná-la continuamente. O estudo deve ser seguido de prática, pois viver o ensino bíblico resulta em crescimento espiritual. Não que a Bíblia seja um livro, mas, sendo ela a palavra de Deus, somos aperfeiçoados na medida da nossa prontidão em responder aos apelos que Ele nos faz através de sua Palavra.

Para que você possa compreender um pouco mais sobre a Palavra de Deus leia:

1. O pacto de Deus com Abraão – Gn 12.1-9; 17.9-14

2. Deus fala com Moisés – Ex 3.1-10; 20.1-16

3. Deus se revela através da criação – Sm 19.1-6

4. A superioridade da Palavra de Deus – II Pe 1.16-21

5. A inspiração da Bíblia – II Tm 3.14-17

6. Jesus explica sua missão – João 5.19-47

After a While

After a while you learn
The subtle difference between
Holding a hand and chaining a soul
And you learn that love doesn't mean leaning
And company doesn't always mean security.

And you begin to learn
That kisses aren't contracts
And presents aren't promises
And you begin to accept your defeats
With your head up and your eyes ahead
With the grace of a woman
Not the grief of a child

And you learn
To build all your roads on today
Because tomorrow's ground is
Too uncertain for plans
And futures have a way
Of falling down in mid flight

After a while you learn
That even sunshine burns if you get too much
So you plant your own garden
And decorate your own soul
Instead of waiting
For someone to bring you flowers

And you learn
That you really can endure
That you are really strong
And you really do have worth
And you learn and you learn
With every good bye you learn.

(Veronica A. Shoffstall)

quinta-feira, 18 de junho de 2009

As 7 Leis do Ensino


Esse é um resumo do livro "As Sete leis do Ensino" de John Milton Gregory (CPAD, 2007)

Cap. 1: As Sete Leis do Ensino

O ensino tem suas leis naturais tão fixas como as leis que regem as plantas ou os outros organismos que são suscetíveis ao crescimento. É um processo em que se empregam forças definidas que produzem resultados também definidos. E estes se manifestam de forma tão regular e exata como o dia que surge com o nascer do sol.

A descoberta das leis de qualquer processo – seja da mente, seja da matéria – torna possível coloca-lo sob o controle de quem conhece as leis e domina as condições. Aqueles que têm domínio sobre as leis de ensino pode levar as mentes alheias as experiências da humanidade, e quem quer ensinar com êxito a uma criança tem de se submeter às leis do ensino.

O ensino, em seu sentido mais simples, é a comunicação da experiência. Esta pode consistir em fatos, verdades, doutrinas, idéias ou ideais, ou ainda fundamentar-se em processos de habilidade em uma arte. Pode ser ensinada por meio de palavras, sinais, objetos, ações ou exemplos, seja qual for o conteúdo, o método ou o objeto de ensino, o ato em si, considerado fundamental, é sempre o mesmo: comunicar experiência.

Os elementos essenciais em cada ação completa de ensinar: a) o professor; b) o aluno; c) uma linguagem comum ou meio de comunicação; d) uma lição ou verdade; e) trabalho do professor; f) o trabalho do aluno; g) o trabalho de revisão, que organiza, aperfeiçoa, aplica a atividade realizada.

I. O professor é aquele que conhece a lição, ou verdade, ou arte a ser ensinada.

II. O aluno é i que recebe com interesse a lição.

III. A linguagem usada como meio de comunicação entre o professor e o aluno deve ser comum a ambos.

IV. A lição a ser ensinada e aprendida deve ser explanada com termos que o aluno já conheça: o desconhecido deve ser explicado pelo conhecido.

V. Ensinar é despertar e usar a mente do aluno para que ele aprenda o pensamento que se deseja adquirir, ou domine a arte que se quer aprender.

VI. Aprender é entesourar na mente por meio do próprio pensamento (ou pensar com o próprio entendimento) uma nova idéia ou verdade, ou tornar em habito uma nova arte ou habilidade.

VII. A prova do ensino dado – o processo final e de fixação – deve ser a revisão, a verificação, a reprodução e a aplicação do tema que foi ensinado, dos conhecimentos ou ideais e artes que foram comunicados.

O melhor trabalho do mundo, tanto nas escolas, como nas lojas e oficinas, é realizado por esforços calmos, contínuos e persistentes de trabalhadores que sabem conservar afiados seus instrumentos e se empenham para atingir o objetivo estabelecido.

Cap 2. A Lei do Professor

O reino universal da lei é a verdade central da ciência moderna. Toda força existente no homem ou na natureza opera sob o domínio de alguma lei, e todo efeito presente na mente ou na matéria é produzido em conformidade com alguma lei. A mais simples noção da lei natural é a de que a natureza sempre permanece uniforme quanto as suas forças e operações. As causas produzem efeitos, e os efeitos obedecem às suas causas, e isso por leis irresistíveis.

A lei do professor – que o descreve e o limita – o professor deve conhecer a matéria que vai ensinar.

Parece obvio que não há necessidade de provar a afirmativa de que não podemos ensinar sem saber ou conhecer. Como pode o nada produzir algo, ou a escuridão gerar a luz? A afirmação desta lei parece um axioma: porém, um estudo mais profundo demonstrará que é uma verdade fundamental. Nenhuma outra condição é tão fundamental e essencial: o que o professor conhece, isso deve ensinar.

O professor que não sabe o que vai ensinar é semelhante ao cego que está guiando outro cego apenas com uma lamparina sem querosene, e que não pode iluminar a estrada.

Consideremos que os fatos comuns ensinados em Geografia nas escolas - a redondeza da Terra, a extensão dos oceanos e continentes, as montanhas, os rios e as cidades e estado populosos – prendem pouco o interesse do professor mal preparado e menos ainda o de seus alunos. O mesmo ocorre com as verdades bíblicas: são de pouca significação para o leitor indiferente e para o professor que não estuda muito. No entanto, constituem verdades brilhantes, ricas em significado para todos quantos fazem convergir para os seus estudos a luz que da o conhecimento da história, da ciência e de todas as formas de experiências registradas.

O conhecimento evidente do professor serve para ajudar o aluno a confiar no seu mestre. Seguimos com prazer e expectação o guia que conhece bem o campo que desejamos explorar, mas seguimos sem interesse e com relutância o líder incompetente e ignorante. O professor bem preparado desperta em seus discípulos o desejo de estudar mais. Em alguns casos, o vasto conhecimento vem desacompanhado dessa capacidade de inspirar nos alunos o amor pelo estudo, e essa é uma fatalidade para o bom ensino, especialmente quando se trata de jovens. É preferível um professor com conhecimento limitado, mas dotado de poder para estimular seus alunos, a um Agassiz sem tais habilidades.

Regras Práticas para os Professores

a) Prepare cada lição por meio de um novo estudo.

b) Busque em suas lições analogias com fatos e princípios mais conhecidos.

c) Estude a lição até que tome a forma de uma linguagem familiar.

d) Busque a ordem natural das distintas partes da lição.

e) Busque a relação que existe entre a lição e a vida dos alunos.

f) Use livremente todos os meios legítimos, e nunca descanse até que obtenha uma compreensão evidente da matéria.

g) Lembre-se de que o domínio completo de poucas coisas é melhor de que o conhecimento superficial de muitas.

h) Consagre tempo certo ao estudo de cada lição antes de lecionar.

i) Faça um plano de estudo, e não hesitem quando necessário, em estudar além do plano.

j) Não deixe de buscar ajuda de bons livros que tratem do assunto de suas lições.

Erros, Violações e Enganos

O melhor professor corre o risco de prejudicar seu trabalho com erros impensados. O verdadeiro professor comete poucos erros, e estes o ajudarão a ser mais cuidadoso.

a) A própria ignorância dos alunos pode tentar o professor a negligenciar um cuidadoso preparo e estudo.

b) Alguns professores acreditam que é tarefa do aluno, e não sua, estudar a lição, e que com o livro em mãos, verificará facilmente se os alunos cumpriram ou não seu dever.

c) Outros mestres examinam o conteúdo da lição tão rapidamente e consideram esse proceder como algo indiscutível.

d) Falta séria é a dos professores que não encontrando estímulo no magistério fazem disso um fundamento para embasar suas idéias e opiniões.

e) Existe outro grave erro cometido por professores que buscam ocultar sua ignorância com pomposas pretensões de sabedoria, escondendo sua falta de conhecimento com frases altissonantes e muito além da compreensão dos alunos.


Cap 3. A Lei do Aluno

Atenção significa direcionar a mente para um objeto. A atenção não é uma condição constante e invariável. Quando falamos em atenção concentrada ou absorta, queremos dizer que o objeto focalizado está ocupando toda a consciência. Uma pessoa pode permitir que sua mente “viaje” de um foco a outro, obedecendo a cada novo estímulo por um ou dois momentos, até que algo obtenha e prenda a sua atenção, ou pode-se firmar-se de forma resoluta num ponto específico e dar-se conta de que outros a atraem para outras direções. Existem três diferentes qualidades da atenção:

a) A atenção passiva – recebe esse nome pelo fato de não envolver esforço algum da vontade.

b) A atenção ativa – sua primeira condição é o esforço da vontade, a determinação de fazer aquilo que deve ser feito, a despeito dos convites ou atrações para se fazer algo mais agradável e atraente.

c) Atenção secundária passiva - tem-se a impressão de que na passiva s seu objeto é sempre atrativo em si e requer pouco da consciência, mas também nasce da uma atenção ativa, do esforço e persistência.

O dever do professor não é em sua essência o de um condutor ou mestre de tarefas, porém, muito mais, o de um guia e conselheiro. Seu propósito deve ser desenvolver a atenção secundária passiva.

Sem a atenção o aluno não pode aprender. Tentar ensinar uma criança inteiramente desatenta é o mesmo que conversar com um surdo ou um defunto.

Não podemos passar o conhecimento de uma mente a outra, como se fosse uma substância material, porque os pensamentos não são objetos que podem ser apanhados e remanejados. Só podemos remanejar idéias induzindo a mente receptora a processos correspondentes àqueles pelos quais tais idéias foram primeiro concebidas.

A mente atende àquilo que apela de modo muito forte aos sentidos.

Os dois maiores inimigos da atenção são a apatia e a distração. O primeiro pode ser por não considerar o tema em questão agradável, ou por cansaço, ou outra condição física. O segundo é a atenção dividida e voltada para vários objetos.

Cap 4: A Lei da Linguagem

A linguagem, em sua forma mais simples, é um sistema de sinais artificiais. Suas palavras ou sinais não tem semelhança alguma com as coisas que representam, e nenhum significado a não ser aquele que arbitrariamente lhes conferimos. Uma palavra expressa uma idéia somente para quem tem a idéia e aprendeu a palavra com o seu sinal ou símbolo. Se não houver na mente a imagem da idéia, a palavra chega aos ouvidos apenas como som sem significado algum. O vocabulário do professor pode muitas vezes ser maior que o do aluno, porém as idéias da criança são representadas pelo seu vocabulário. O educador, se deseja ser entendido, precisa se limitar a linguagem dela. O professor precisa conhecer as necessidades intelectuais de seus alunos por suas próprias palavras.

Mas, a linguagem é tanto o instrumento como veiculo do pensamento. As palavras são as ferramentas com que a mente fabrica da massa crua de suas impressões os conceitos claros e válidos. Assim as idéias se encarnam nas palavras, tomam forma na linguagem e se apresentam prontas para serem estudadas e conhecidas, para serem arrumadas no mecanismo do pensamento inteligível.

A linguagem tem ainda outro uso, ela é o armazém dos nossos conhecimentos. Tudo o que sabemos sobre um assunto pode vir expresso nas palavras que usamos. Assim, as palavras não são somente sinais de nossas idéias, mas também os rastos por meio dos quais descobrimos e reconhecemos essas idéias.

O mau uso da linguagem é uma das falhas mais cometidas no ensino. Muitos mestres tentam encobrir ignorância ou indolência com expressões que seus alunos não vão entender, sem mencionar aqueles que estão mais ansiosos para exibir sua sabedoria do que ensinar.

Cap 5: A Lei da Lição

A lição é o processo pelo qual o professor passa ao aluno as experiências da humanidade.

O novo ou o desconhecido pode ser explicado somente a partir do que já se conhece. Assim temos: a verdade a ser ensinada deve ser aprendida através de alguma verdade já conhecida.

Todo ensino tem de começar em algum ponto do assunto ou lição. Se o assunto é inteiramente novo, então, se deve buscar algo familiar que apresente certa semelhança do novo com o conhecido.

Todo ensino deve avançar em alguma direção. Esse avanço naturalmente deve acontecer para a aquisição de novas experiências.

O aprendizado deve processar-se a passos gradativos. E estes devem ser tais que sirvam de elo entre um conceito e outro, da mesma maneira que coisas simples e concretas conduzem naturalmente a coisas gerais e abstratas, assim como premissas levam à conclusão, e a compreensão de um fenômeno natural, às leis. Cada nova idéia aprendida se converte em parte do conhecimento da criança, e em parte do seu conhecimento da experiência da humanidade, e serve como ponto de partida para um novo avanço.

O aluno que aprendeu bem uma lição já conhece metade da outra. Portanto, uma classe bem preparada está sempre ansiosa para dar o próximo passo. Pestalozzi costumava dizer: “Fácil é adicionar algo àquilo que já se descobriu”.

Entretanto a filosofia dessa lei alcança ainda mais profundidade. Os elementos novos do conhecimento devem ser relacionados com outros fatos e verdades, antes de serem inteiramente revelados, antes de tomarem seu lugar no crescente círculo experimental do aprendiz.

O ato de conhecer é, de certa forma, um ato de comparar e ajuizar, de encontrar algo nas experiências passadas que expliquem e tornem significativas e novas. A explicação significa citar e usar fatos e princípios já conhecidos para aclarar a natureza de um assunto novo. Mesmo a linguagem com que devemos expressar um conhecimento novo toma o seu significado daquilo que já é familiar. A criança sem conhecimento também se mostrará sem palavras, uma vez que estes são os sinais de coisas conhecidas.

Uma lição bem aprendida lança poderosa luz sobre as seguintes. Daí o valor dessa prática de alguns professores sábios e hábeis que tornam as partes elementares de um assunto, tão familiares como as palavras sempre usadas e conhecidas.

Nenhum conhecimento ou poder humano é perfeito, e a capacidade da criança encontra-se muito aquém da plenitude da dos adultos. Existem grandes diferenças individuais que devem ser reconhecidas na escola.

A palavra problema é familiar ao professor, porque os problemas e tarefas de cada dia de aula lhe são bem conhecidos. Mas, consideremos, agora, esse vocábulo num sentido diferente. Temos falado da “lição” e de sua “lei”. Pensemos no processo de aprender lições com o objetivo de resolver problemas. A antiga noção que admite que os alunos, pelo fato de serem jovens e imaturos, são incapazes de pensar de modo real é uma falácia.

Se pretendemos dar ao aprendiz a tarefa do verdadeiro pensar na solução de problemas reais, devemos definir este processo de pensamento. Há três estágios neste processo. Primeiro, deve haver um estagio de dúvida ou incerteza. Segundo, há uma fase organizadora em que o indivíduo considera os meios que tem à sua disposição para atingir os fins desejados. Terceiro, há uma atitude crítica que abrange a seleção e a rejeição doas expedientes ou planos que são sugeridos.

Aquilo que chamamos conhecimento é um registro de problemas resolvidos. Os fatos e as leis foram coletados, experimentados e organizados em sistemas, mas na base representam os resultados de enfrentar situações e fazer descobertas de primeira mão. Ao passar nossos conhecimentos a outros, quanto mais intimamente pudermos apresentar e tratar as situações reais e vitais, melhor será o nosso ensino.

Cap 6: A Lei do Processo de Ensino

Temos considerado o ensino como a comunicação de conhecimento ou experiência. Entretanto, de forma mais apropriada, podemos dizer que essa comunicação é o resultado do ensino. Seja pelo método de contar, de demonstrar ou de guiar os aluno a descobrirem por si mesmo as verdades ou princípios.

Se buscarmos a máxima educacional mais largamente aceita entre os bons mestres, e também a mais extensa em suas aplicações e resultados, temos de convir que se trata dessa lei. É a mesma verdade fundamental encontrada em regras tais como estas: “Despertar a mente dos alunos”; “Estimular os discípulos a raciocinar”; Despertar o espírito de investigação”; “Fazer seus alunos trabalharem”. Todas essas máximas conhecidas são diferentes modos de expressar a mesma lei.

O verdadeiro ensino não é aquele que conhecimento, mas sim aquele que estimula os alunos a adquiri-lo. Pode-se dizer que ensina melhor o que ensina menos. Ou ensina melhor aquele cujos alunos aprendem mais sem serem diretamente ensinados. Todavia, devemos reter em nossa mente que nessas afirmativas epigramáticas estão contidos dois significados do vocábulo “ensino”: o primeiro, o de simples falar, o segundo, o de criar as condições do verdadeiro aprendizado.

Os grande propósitos da educação são adquirir conhecimentos e idéias, bem como desenvolver habilidades e competências. Nossa lei do processo de ensino deriva desses dois alvos.

Cap. 7: A Lei do Processo de Aprendizagem

Podemos definir assim a lei do processo de aprendizagem: o aluno deve reproduzir em sua própria mente a verdade a ser aprendida.

O verdadeiro aprendizado não é mero decorar ou repetir as palavras e idéias do educador. O trabalho da educação é muito mais a atuação do aluno do que do professor. O aprendizado se dá por processos de interpretação, que podem ser fáceis e rápidos. O descobridor toma muito dos fatos conhecidos por outros, e o estudante deve acrescentar àquilo que estuda a sua própria experiência. Seu alvo é tornar-se um pesquisador independente nos campos do saber, e não apenas um aprendiz passivo nas mãos dos outros. Há varias fases do processo de aprendizagem:

1º. Algumas vezes se diz que o aluno aprendeu a lição uma vez que decorou e pôde recitá-la ou repeti-la, palavra por palavra.

2º. Quando o aluno consegue, além de memorizar as palavras, compreender a idéia que está por trás dela, percebe-se que houve um grande progresso.

3º. Quando o aluno pode traduzir de modo acurado o pensamento, usando suas próprias palavras, sem prejuízo do significado.

4º. O aluno revelará progresso maior quando começar a buscar as evidências do assunto que está estudando.

5º. Um estágio ainda mais elevado e frutífero do aprendizado está no estudo do uso e aplicações do conhecimento.

Nossa lei requer um estágio final, e para este propósito, devem estar continuamente dirigidos os esforços do mestre e dos alunos. Por meio desses estágios, o estudante sincero ficará habilitado a vigiar seu próprio progresso no aprendizado.

É certo que muitas lições não são aprendidas, mas isso não altera o fato de que nenhuma lição será verdadeiramente aprendida até que seja entendida e dominada.

Consideremos duas limitações a essa lei da aprendizagem. A primeira se refere à idade dos alunos. Devemos recordar que a atividade mental das crianças se restringe aos sentidos. Mais tarde o desejo dos alunos de terem alguma atividade ou ação, ou de executarem uma obra ativa, pode ser utilizado de modo eficiente no ensino. Quando a maturidade se aproxima, as pessoas passam a pensar de forma mais profunda nas razões.

Hermán Krusi disse: “Toda criança que tenho observado e estudado durante a minha vida tem passado por certos períodos notáveis de indagação que parecem originar-se no mais íntimo de seu ser”.

As violações dessa lei são as mais freqüentes e fatais que se cometem no ambiente escolar. Uma vez que a obra da aprendizagem é o verdadeiro cerne do trabalho que se realiza nas escolas, falhar nisso é fracassar em tudo.

Cap. 8: A Lei da Revisão e Aplicação

A lei da revisão e aplicação dos resultados pode ser expressa da seguinte maneira: o acabamento, a prova e a confirmação da obra do ensino devem processar-se através da revisão e aplicação. A apresentação dessa lei inclui os principais propósitos da recapitulação:

a) aperfeiçoar o conhecimento;

b) confirmar o conhecimento;

c) tornar o conhecimento útil e pronto para ser usado.

Revisar é muito mais que repetir. As revisões têm seus diferentes graus de perfeição, desde a mera repetição das palavras do conteúdo, e mesmo uma rápida olhada para um fato ou uma fase, até o mais completo reconhecimento e ocupação do campo do saber.

Os bons professores dedicam à revisão cerca de um terço de cada período de aula. Assim, os alunos progridem lentamente, mas o progresso é garantido.

Conclusão:

Os estudos dessas leis por si só não pode fazer de cada leitor um professor perfeito. Mas as leis, uma vez bem obedecidas no seu emprego, produziram seus efeitos com a mesma certeza com que as leis da química produzem os compostos químicos, bem como as leis da vida produzem o crescimento do corpo.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

AS ESCOLHAS DE UMA VIDA

A certa altura do filme Crimes e Pecados, 
o personagem interpretado por Woody Allen diz: 
'Nós somos a soma das nossas decisões'. 

Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu. 

Compartilho do ceticismo de Allen: 
A gente é o que a gente escolhe ser, 
O destino pouco tem a ver com isso. 

Desde pequenos aprendemos que, 
Ao fazer uma opção, 
Estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia 
que se convencionou chamar 'minha vida'. 

Não é tarefa fácil. 
No momento em que se escolhe ser médico, 
Se está abrindo mão de ser piloto de avião. 
Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a 
arquitetura. 
No amor, a mesma coisa: 
Namora-se um, outro, e mais outro, 
Num excitante vaivém de romances. 
Até que chega um momento em que é 
Preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com 
alguém, 
Apenas vivenciando amores 
E deixando-os ir embora quando se findam, 
Ou casar, e através do 
Casamento fundar uma microempresa, 
Com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades. 
As duas opções têm seus prós e contras: 
Viver sem laços e viver com laços... 

Escolha: 
Beber até cair ou virar vegetariano e budista? 

Todas as alternativas são válidas, 
Mas há um preço a pagar por elas. 
Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, 
Ser casados de segunda a sexta 
E solteiros nos finais de semana, 
Ter filhos quando se está bem-disposto 
E não tê-los quando se está cansado. 

Por isso é tão importante o auto conhecimento. 
Por isso é necessário ler muito, 
Ouvir os outros, 
Estagiar em várias tribos, 
Prestar atenção ao que 
Acontece em volta e não 
Cultivar preconceitos. 

Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, 
Elas têm que refletir o que a gente é. 
Lógico que se deve reavaliar decisões e 
Trocar de caminho, 
Ninguém é o mesmo para sempre. 
Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para 
anular a vivência do 
Caminho anteriormente percorrido. 

A estrada é longa e o tempo é curto. 
Não deixe de fazer nada que queira, 
Mas tenha responsabilidade e maturidade 
Para arcar com as conseqüências destas ações. 

Lembrem-se: 
Suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, 
Mas também 50% de chance de darem errado. 
'É preciso muita coragem para enfrentar seus inimigos. Mas é preciso 
ainda mais coragem para enfrentar seus amigos.' 

'Às vezes, é preciso esquecer um pouco a pressa e prestar mais atenção 
em todas as direções ao longo do caminho. A pressa cega os olhos. E 
deixamos de observar tantas coisas boas e belas que acontecem ao nosso 
redor. Às vezes, o que precisamos está tão próximo... Passamos, 
olhamos, mas não enxergamos. Não basta apenas olhar. É preciso saber 
olhar com os olhos, enxergar com a alma e apreciar com o coração. O 
primeiro passo para existir é imaginar. O segundo é nunca se esquecer 
de que querer fazer é poder fazer, basta acreditar'.
 

(Pedro Bial)

VINTE E TANTOS...

A chamam de 'crise do quarto de vida'. 
Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há 
alguns anos. 
Se dá conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por 
diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc.. 
E cada vez desfruta mais dessa cervejinha que serve como desculpa para 
conversar um pouco. 
As multidões já não são 'tão divertidas'... E as vezes até lhe incomodam. 
E você estranha o bem-bom da escola, dos grupos, de socializar com as mesmas 
pessoas de forma constante. 
Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, 
outros não eram tão especiais depois de tudo. 
Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses 
amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores 
pessoas que conheceu e que o pessoal com quem perdeu contato são os amigos 
mais importantes para você. 
Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor. 
Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto pôde 
lhe fazer tanto mal. 
Ou, talvez, a noite você se lembre e se pergunte por que não pode conhecer 
alguém o suficiente interessante para querer conhecê-lo melhor. 
Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns 
começam a se casar. 
Talvez você também, realmente, ame alguém, mas, simplesmente, não tem 
certeza se está preparado (a) para se comprometer pelo resto da vida. 
Os rolês e encontros de uma noite começam a parecer baratos e ficar 
bêbado(a) e agir como um(a) idiota começa a parecer, realmente, estúpido. 
Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado(a) e significa muito 
dinheiro para seu pequeno salário. 
Olha para o seu trabalho e, talvez, não esteja nem perto do que pensava que 
estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que 
tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo. 
Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não 
quer. 
Suas opiniões se tornam mais fortes.. 
Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que 
o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona 
coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é. 
Às vezes, você se sente genial e invencível, outras... Apenas com medo e 
confuso (a). 
De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o 
passado se distancia mais, e que não há outra opção a não ser continuar 
avançando. 
Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro... E como construir uma 
vida para você. 
E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar 
competindo nela. 
O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse 
textos nos identificamos com ele. Todos nós que temos 'vinte e tantos' e 
gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes. 
Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na 
cabeça... Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos 
que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos... 
Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro. 
Parece que foi ontem que tínhamos 16...Então, amanha teremos 30?!?! Assim 
tão rápido?!?! 
FAÇAMOS VALER NOSSO TEMPO... QUE ELE NAO PASSE EM VÃO! 
A vida não se mede pelas vezes que você respira, mas sim por aqueles 
momentos que lhe deixam sem fôlego....

Esse texto foi-me enviado por uma amiga via e-mail.